Robô humanoide Maicon surpreende público e vira atração na Expofeira 2026
Com apenas 95 centímetros de altura e cerca de 25 quilos, o robô humanoide Maicon se tornou uma das atrações que mais despertam a curiosidade do público na Expofeira 2026. Com movimentos que simulam gestos humanos, o equipamento combina tecnologia, dança e interação para chamar a atenção de crianças, jovens e adultos no Parque de Exposições da Fazendinha.
Instalado no Pavilhão de Petróleo, Maicon possui 22 graus de articulação distribuídos entre braços, pernas e cabeça. A estrutura permite que o robô caminhe, mantenha o equilíbrio, movimente os membros e execute diferentes sequências programadas.

Além dos movimentos, a capacidade de interação é outro destaque. Maicon acena, aponta, movimenta a cabeça e os braços e até realiza pequenas coreografias, provocando a reação do público que acompanha as apresentações.
O equipamento pode ser controlado remotamente por meio de joystick ou aplicativo de celular. Sua programação aberta, desenvolvida com Python e ROS2, permite a criação de novas rotinas e amplia as possibilidades de utilização em atividades de educação, pesquisa e entretenimento.
Tecnologia que também ensina
A presença do robô na Expofeira também tem um propósito educativo. A proposta é aproximar o público de conceitos relacionados à robótica, inteligência artificial e inovação de maneira acessível e divertida.
“Trouxemos ele aqui hoje para mostrar um pouco sobre a tecnologia, estudo e inovação com uma dinâmica divertida, como forma de aprendizagem”, explicou o roboticista Marcelo Funari.
Entre os recursos tecnológicos de Maicon está o sistema de locomoção bípede, responsável por permitir que o robô caminhe, mantenha a estabilidade e se recupere de determinados movimentos. O equipamento também utiliza visão computacional por meio de uma câmera 3D, capaz de reconhecer objetos, identificar rostos e acompanhar movimentos.
A atração mostra como tecnologias desenvolvidas para pesquisa podem também ser utilizadas para aproximar a população da ciência e despertar o interesse de novas gerações pela inovação.
Fotos: Paula Costa/GEA

