Operação ‘Última Chamada’: Polícia Civil recupera mais de 300 celulares furtados e roubados no Amapá

A Polícia Civil do Amapá recuperou e devolveu 382 celulares a vítimas de furtos e roubos durante a operação Última Chamada, realizada em todo o país em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os dias 10 e 18 de agosto.

Os aparelhos foram recuperados nos municípios de Macapá e Santana. Do total, 60 celulares foram localizados no estado do Pará, apontado pelas investigações como uma das rotas utilizadas para a receptação dos equipamentos.

Juntos, os aparelhos recuperados são avaliados em aproximadamente R$ 800 mil e agora retornam aos proprietários.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Amapá, Daniel Marsili, além da investigação e recuperação dos bens, a operação também busca aproximar a polícia da população.

“Essa operação faz com que nós realizemos não apenas nosso trabalho-fim, de polícia judiciária, mas também essa proximidade com a população para levarmos essa alegria e sensação de segurança para os cidadãos que sofreram crimes patrimoniais deste tipo”, destacou.

O delegado reforçou ainda a importância de registrar o boletim de ocorrência e alertou para os riscos de adquirir celulares por valores muito abaixo dos praticados no mercado.

Celular furtado foi recuperado mais de um ano depois

A moradora de Macapá Jaqueline Brito teve o celular furtado em março de 2025. Mesmo sem acreditar que conseguiria recuperar o aparelho, ela registrou o boletim de ocorrência.

Nesta quarta-feira, 19, recebeu a intimação para comparecer ao auditório da Delegacia-Geral e retirar o celular recuperado.

“Fiquei muito feliz [de ter o celular recuperado], que eu já tinha dado como perdido, nem imaginava que tinha todo esse trabalho atrás do meu celular. O sentimento aqui é de cidadania, de saber que a polícia está atrás de recuperar os nossos bens, além de ir atrás dos criminosos”, comemorou.

Como ajudar no combate aos crimes

A Polícia Civil orienta a população a adotar algumas medidas que podem facilitar a recuperação de aparelhos e evitar a receptação:

  • Registre o boletim de ocorrência: o documento formaliza o crime e permite que a polícia entre em contato caso o aparelho seja localizado;
  • Guarde o IMEI: o código de identificação facilita o rastreamento e a identificação do celular;
  • Prefira estabelecimentos oficiais: comprar aparelhos sem comprovação de procedência aumenta o risco de adquirir produtos de origem criminosa;
  • Desconfie de preços muito baixos: valores muito abaixo do mercado podem indicar que o aparelho é produto de crime.

A Polícia Civil também alerta que o crime de receptação teve a pena aumentada em 2026, passando a prever reclusão de dois a seis anos e multa. A compra de produtos sem nota fiscal e por valores muito inferiores aos praticados no mercado pode resultar na responsabilização do comprador.

Fotos: Sejusp/Dvulgação