‘Petróleo chique’: descoberta na costa do Amapá abre caminho para novo ciclo econômico

A descoberta de petróleo na costa do Amapá começa a movimentar as perspectivas para a economia do Estado. Durante visita ao navio-sonda da Petrobras, na segunda-feira, 17, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “petróleo chique” o óleo identificado no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.

Localizado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, o poço apresentou hidrocarbonetos que, segundo informações do setor, possuem características semelhantes às do petróleo do tipo Brent, referência internacional no mercado.

Com o avanço dos estudos sobre o potencial da área, cresce também a preocupação em preparar o Amapá para uma eventual expansão da cadeia de petróleo e gás. A Companhia Amapá Petróleo e Gás (Gasap) afirma que tem atuado na articulação entre órgãos públicos, entidades reguladoras, Petrobras e empresas interessadas em fornecer produtos e serviços ao setor.

A proposta é fazer com que o possível crescimento da atividade petrolífera não fique restrito à exploração em alto-mar, mas também gere oportunidades para trabalhadores e empresas amapaenses.

Segundo Mamede Barbosa, representante da Gasap, a expressão utilizada por Lula representa também as oportunidades que podem surgir a partir da descoberta.

“O termo ‘petróleo chique’, usado pelo presidente Lula, resume não apenas a excelência da matéria-prima descoberta, mas a riqueza de oportunidades que se abre para o povo amapaense.”

Entre as prioridades apontadas estão a qualificação da mão de obra, a preparação de fornecedores locais e a inserção de empresas do Estado na cadeia de bens e serviços da indústria petrolífera.

A expectativa é que o avanço das pesquisas possa atrair novos investimentos e contribuir para a criação de empregos e renda. Ao mesmo tempo, o possível desenvolvimento do setor coloca em evidência a necessidade de planejamento, infraestrutura e rigor ambiental.

Fotos: Divulgação