Operação em Macapá mira servidores investigados, e não instituições públicas, diz MP-AP

No início da tarde desta quarta-feira, 6, o Ministério Público do Amapá, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, da Probidade Administrativa e das Fundações de Macapá (1ª Prodemap), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, deflagrou a operação “Perdidos no Tempo”.

Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito de investigação que tramita sob segredo de justiça.

De acordo com o MP, as medidas não tiveram como alvo instituições públicas, mas sim servidores específicos, sob o indício de que teriam instrumentalizado suas funções públicas para, em tese, prática de ilícitos.

A operação contou com apoio da Câmara Municipal de Macapá e da Prefeitura, que colaboraram com o cumprimento das ordens judiciais sem intercorrências. A ação ocorreu dentro do horário previsto na legislação.

Em nota, a Prefeitura de Macapá informou que adotou postura de transparência desde o início, colaborando integralmente com as autoridades e disponibilizando as informações solicitadas. O Executivo municipal também destacou que a investigação não tem relação com a atual gestão, que, segundo a nota, segue pautada pela legalidade, responsabilidade administrativa e compromisso com o interesse público.

Nota da Prefeitura de Macapá na íntegra:

A Prefeitura Municipal de Macapá informa que foi comunicada, na data desta quarta-feira, 6, sobre o cumprimento de medida de busca e apreensão determinada pelo Ministério Público. Desde o primeiro momento, a atual gestão adotou postura de absoluta transparência e respeito institucional, colaborando integralmente com as autoridades e franqueando acesso a todas as informações solicitadas.

A Prefeitura ressalta, de forma categórica, que o ato investigativo não possui qualquer relação com a atual gestão, que tem pautado sua atuação na legalidade, na responsabilidade administrativa e no compromisso com o interesse público.

A administração municipal reafirma sua plena confiança nos órgãos de controle e na Justiça, permanecendo totalmente à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

Nota da Câmara Municipal de Macapá na íntegra:

A Câmara Municipal de Macapá foi surpreendida, na tarde desta quarta-feira, 6 de maio de 2026, por uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público, que cumpriu mandado de busca e apreensão nas dependências da Casa, por volta das 12h.

A Presidência da Câmara informa que a referida operação tem como base denúncia apresentada pelo ex-prefeito Antônio Furlan, que vem sustentando uma narrativa com o claro objetivo de descredibilizar a representação protocolada contra ele na véspera de sua renúncia.

Diante da ação, a Presidência da Câmara, exercida pela vereadora Margleide Alfaia, agiu com absoluta transparência e responsabilidade institucional, determinando imediata e total colaboração com as autoridades. Todos os acessos foram franqueados e documentos requisitados prontamente disponibilizados, reafirmando o compromisso da atual gestão com a legalidade, a lisura dos atos públicos e o respeito às instituições.

A Câmara informa, ainda, que suas atividades legislativas seguem em pleno funcionamento, sem qualquer interrupção ou prejuízo aos trabalhos parlamentares e aos serviços prestados à população.

A Presidência reitera sua confiança nas instituições de controle e fiscalização e se coloca integralmente à disposição do Ministério Público, do Poder Judiciário e da sociedade para todos os esclarecimentos necessários.

Foto: MP