Caminhada Alexandrina chega à 39ª edição com foco no combate à violência contra a mulher
A Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares (AVT), em Macapá, realiza no dia 19 de setembro a 39ª edição da Caminhada Alexandrina. Neste ano, o projeto pedagógico terá como tema “Amor não machuca: por um futuro sem violência pela vida da mulher”, com atividades voltadas à conscientização e ao combate à violência de gênero.
Tradicional na rede pública de ensino do Amapá, a Caminhada Alexandrina teve origem em 1981, a partir de um desafio proposto pelo professor de Educação Física Francisco Custódio. Na época, cerca de dez alunos aceitaram participar de uma caminhada entre o bairro do Trem e o balneário de Fazendinha, em um percurso de aproximadamente 15 quilômetros.
A experiência deu origem ao projeto que, no ano seguinte, reuniu centenas de estudantes e professores da escola. Ao longo das décadas, a iniciativa cresceu e passou a envolver também a comunidade e alunos de outras instituições de ensino.
Educação e conscientização
Para a edição de 2026, cada turma desenvolverá um subtema relacionado ao combate à violência contra a mulher. Entre os assuntos estão Lei Maria da Penha: conhecer para proteger; ciúme não é prova de amor; violência psicológica; rede de apoio; desconstrução do machismo desde a infância; feminicídio; e mulheres que transformam o Brasil e o mundo.

Os professores responsáveis pelas turmas irão promover debates, rodas de conversa, palestras e produção de materiais visuais, que serão apresentados durante o percurso.
O logotipo da edição deste ano foi criado pelo estudante Guilherme Almeida, da turma 251, vencedor do concurso pelo segundo ano consecutivo.
Percurso
A concentração será na manhã do dia 19 de setembro, em frente à Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares, no bairro do Trem. De lá, os participantes seguirão pela Avenida Feliciano Coelho, Rua General Rondon, Avenida Padre Júlio, Rua Cândido Mendes e Rua Beira Rio, até o Complexo do Araxá, na orla de Macapá.
No local, será realizada a tradicional feijoada, além de atividades de lazer para os participantes.
Quase cinco décadas de história
A Caminhada Alexandrina foi transformada em projeto pedagógico pela direção e pela comunidade escolar e, ao longo dos anos, ganhou características culturais e festivas. Carros de som, bandas, faixas, cartazes e manifestações passaram a fazer parte do evento.
Durante o período em que o percurso chegava até Fazendinha, o Corpo de Bombeiros realizava o tradicional banho de mangueira no Marco Zero do Equador. A chegada ao balneário também era marcada pelo banho no Rio Amazonas.
A última caminhada até Fazendinha ocorreu por volta de 2014. Com o aumento do trânsito na antiga BR-JK, atualmente Rodovia Josmar Pinto, além das altas temperaturas e questões de segurança, o trajeto foi reduzido e passou a terminar na região do Araxá.
A Caminhada Alexandrina não foi realizada durante os anos da pandemia de Covid-19 e também deixou de ocorrer em algumas edições por falta de recursos. Atualmente, o evento é um dos principais projetos pedagógicos da Escola AVT, ao lado dos Jogos Internos, do Fruição das Artes e da Festa Junina.
Fotos: Divulgação

