Mais de 50 facadas: caso Daniella Pelaes chega ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira em Brasília

O Tribunal do Júri do Distrito Federal realiza nesta quarta-feira, 10, o julgamento de Janilson Quadros de Almeida, acusado de matar a ex-companheira, Daniella Di Lorena Pelaes dos Santos, em um crime ocorrido em maio de 2024, em Brasília.

O caso ganhou grande repercussão pela brutalidade do crime. Segundo as investigações, Daniella foi morta com mais de 50 golpes de faca dentro da residência onde morava, em um condomínio localizado na região do Jardim Botânico, no Distrito Federal.

Amigos e familiares de Daniella realizaram nesta terça-feira, 9, em Brasília, um ato em frente ao Tribunal do Júri do Distrito Federal, onde ocorre o julgamento. A mobilização também busca chamar atenção para a violência contra a mulher e os altos índices de feminicídio registrados no país.

A expectativa é de que o julgamento reúna familiares, amigos e representantes da sociedade civil. Durante a sessão, acusação e defesa apresentarão seus argumentos ao Conselho de Sentença, que decidirá sobre a condenação ou absolvição do réu.

Natural do Amapá, Daniella tinha 46 anos, era irmã da ex-prefeita de Pedra Branca do Amapari, Beth Pelaes, e trabalhava na Telebras desde março de 2023.

De acordo com a investigação policial, o crime ocorreu na madrugada de 25 de maio de 2024. O filho da vítima, então com 10 anos, procurou ajuda de um segurança do condomínio após presenciar a situação. O acusado também ficou ferido, recebeu atendimento médico e foi preso posteriormente.

Durante o julgamento, acusação e defesa apresentarão suas teses aos jurados, responsáveis por decidir se o réu será condenado ou absolvido.

Para a família, o julgamento representa um importante passo na busca por justiça.

“A dor da nossa família nunca vai passar, mas seguimos confiantes de que a Justiça será feita. Este julgamento representa não apenas a busca por respostas e responsabilização, mas também um alerta para que nenhuma outra mulher tenha sua vida interrompida pela violência”, afirmou Beth Pelaes.

O caso é acompanhado por movimentos de defesa dos direitos das mulheres e por familiares da vítima, que esperam uma resposta da Justiça mais de um ano após o crime.

Fotos: Divulgação