Vagões históricos da antiga Icomi serão restaurados para integrar acervo do Parque Residência

Os vagões da antiga Estrada de Ferro do Amapá, utilizados durante o ciclo do manganês, começaram a ser transportados para a usina da Secretaria de Estado de Transportes (Setrap), em Santana, onde passarão por um processo de restauração. Após a revitalização, as estruturas passarão a integrar o acervo permanente do Parque Residência Janary Gentil Nunes, em Macapá.

A operação teve início na noite de terça-feira, 7, após autorização da mineradora DEV, atual detentora do patrimônio da antiga Indústria e Comércio de Minérios (Icomi). Nesta etapa, foram removidos um vagão de passageiros e um vagão de minério, que faziam parte da composição ferroviária responsável por ligar Santana, Porto Grande e Serra do Navio.

Para preservar as características originais do patrimônio, a equipe técnica desenvolveu uma operação especial que permitiu o transporte do vagão de passageiros, com mais de 16 metros de comprimento, sem a necessidade de cortar sua estrutura.

A locomotiva que puxava os vagões ainda permanece em Santana e deverá ser transportada nos próximos dias em uma prancha especial. A operação exigirá atenção dos motoristas, já que poderá provocar lentidão temporária em alguns trechos durante o deslocamento.

Segundo o secretário de Estado de Transportes, Jucá, a escolha da usina da Setrap para a realização do restauro levou em consideração a segurança e as condições técnicas necessárias para recuperar as estruturas antes da instalação definitiva no Parque Residência.

Atualmente, o Governo do Estado realiza o levantamento de orçamentos com restauradores locais para definir os serviços que serão executados. Entre as intervenções previstas estão a reconstrução das janelas, a recuperação das poltronas originais e a preservação das características históricas dos vagões.

Quando concluída a restauração, a locomotiva e os vagões passarão a compor o circuito cultural do Parque Residência Janary Gentil Nunes, ao lado do avião Embraer EMB-110 Bandeirante. A iniciativa busca preservar a memória da ferrovia e do ciclo do manganês, um dos principais marcos do desenvolvimento econômico do Amapá, além de fortalecer o turismo histórico e cultural no estado.

Foto: GEA/Divulgação