Soldado da PM é expulso da corporação por suspeita de envolvimento com organização criminosa no AP

O soldado da Polícia Militar do Amapá, Claudimiro da Costa Silva, foi expulso da corporação por decisão publicada no Boletim Geral Ostensivo desta quinta-feira, 4. A medida foi tomada no último dia 28 de agosto, após julgamento de uma comissão especial que avaliou as condutas do militar e recomendou a sua exclusão.

De acordo com a publicação, Claudimiro não apenas portava ilegalmente armas de fogo, mas também atuava em conluio com integrantes de uma organização criminosa, repassando armamentos de forma irregular e prestando serviços de proteção e transporte para criminosos.

O documento destaca que o “policial ofendeu aos princípios éticos e morais, valores que jamais serão remediados, mesmo diante de uma nova habitualidade de conduta do militar. A sociedade não confia e não pode confiar em pessoas com condutas semelhantes, a imagem da instituição foi maculada, impossibilitando a continuidade das atividades do referido militar”.

A decisão formal do comandante-geral da PM, coronel Costa Júnior, destacou: “Decido pelo licenciamento ex officio, a bem da disciplina, do soldado QPPMC Claudimiro da Costa Silva, pela incompatibilidade de suas condutas com o exercício do cargo de policial militar.”

A PM informou que o ex-soldado responde ao processo em liberdade.

O caso

Claudimiro foi preso no dia 22 de agosto de 2024, durante a Operação Protetor, deflagrada após investigação do Grupo Tático Aéreo (GTA) e da equipe de inteligência da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp). A prisão ocorreu na Travessa Manoel Pastana, no bairro Nova Brasília, em Santana, após denúncia anônima.

A informação inicial recebida pelos investigadores era de que um criminoso receberia uma arma para realizar ataques contra facções rivais. Durante a ação, os policiais abordaram o suspeito conhecido como “Jhon Jhon”, que recebeu a arma de Claudimiro.

No veículo em que o soldado estava, junto a uma mulher, foram encontradas mais armas, munições e celulares. O militar chegou a confessar que havia acabado de entregar uma pistola Glock a “Jhon Jhon” em um kitnet. Posteriormente, outra arma foi localizada na residência do criminoso, com a anuência de sua companheira.

Além de Claudimiro, o integrante da facção criminosa também foi preso.

Foto: GTA/Divulgação