Projeto monitora encalhes de animais marinhos, de baleias a aves, na costa do Amapá
Um projeto voltado à proteção da fauna marinha iniciou o monitoramento de encalhes na costa do Amapá e no norte da ilha do Marajó, no Pará. O trabalho começou no dia 21 de setembro e acompanha ocorrências envolvendo baleias, golfinhos, botos, tartarugas e aves.

O Projeto de Caracterização e Monitoramento de Tetrápodes Marinhos (PCMT) é realizado no Amapá pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap), com uma equipe formada por biólogos, cientistas ambientais, médicos veterinários e outros profissionais. A coordenação geral é do Instituto Bicho d’Água, do Pará.
A iniciativa é uma exigência do processo de Licenciamento Ambiental Federal conduzido pelo Ibama para a realização de uma pesquisa sísmica marítima 3D na Bacia da Foz do Amazonas.

Durante o projeto, as equipes realizam monitoramento de praias, atendimento e análise de animais encalhados, necrópsias e ações de educação ambiental junto às comunidades costeiras.
Pesquisa ocorre na costa do Amapá
A pesquisa sísmica utiliza ondas sonoras para mapear o solo e as camadas abaixo do fundo do oceano. Na costa do Amapá, o levantamento ocorre a cerca de 130 quilômetros do Poço Morpho, onde a Petrobras anunciou uma nova descoberta de petróleo durante uma perfuração. A atividade é realizada pelas empresas Shearwater Geoservices e SLB.

Além do acompanhamento de possíveis impactos da pesquisa, o PCMT busca ampliar o conhecimento científico sobre a fauna da região. Segundo a coordenadora do projeto no Amapá, Claudia Funi, os dados coletados podem contribuir para estudos sobre a biodiversidade e a saúde dos animais.
O projeto também inclui peixes-boi e botos-cor-de-rosa. Amostras coletadas poderão ser utilizadas em análises para identificar, por exemplo, possíveis contaminações por mercúrio e outras substâncias.

“O boto cor-de-rosa, apesar de não ser oceânico, foi contemplado para que possamos coletar material para análises e assim conhecer um pouco mais sobre a espécie, especialmente no que se refere à saúde animal. Por exemplo: identificar contaminação por mercúrio ou outras substâncias”, explicou Claudia.
Encontrou um animal encalhado?
A cada 15 dias, aproximadamente, equipes realizam buscas na Praia do Goiabal para identificar possíveis encalhes. Também são realizadas orientações aos moradores sobre como proceder ao encontrar um animal marinho.
Em caso de animal marinho encalhado, a população pode acionar o PCMT pelo Disk Encalhe: (96) 99116-3712.
Fotos: Coordenação/Projeto

