Polícia Militar do Amapá forma 21 novos operadores de choque para reforçar segurança pública

Vinte e um policiais militares concluíram o Curso de Operações de Choque (COC) da Polícia Militar do Amapá e passam a reforçar o efetivo especializado da corporação. A formatura da 7ª turma ocorreu nesta sexta-feira, 23, em solenidade conduzida pelo governador Clécio Luís.

Os novos operadores foram capacitados para atuar em situações de distúrbios civis, reintegrações de posse, grandes eventos e operações táticas de enfrentamento ao crime organizado.

Durante a cerimônia, o governador destacou os investimentos realizados pelo Estado na segurança pública, com aquisição de equipamentos, armamentos e munições, além da qualificação dos profissionais.

“Entregamos mais uma turma altamente qualificada para atuar em distúrbios civis, uma demanda crescente com a expansão das cidades e a realização de grandes eventos”.

Formação especializada

A formação durou 75 dias, com atividades iniciadas em 7 de agosto. Dos 45 candidatos que ingressaram no curso, apenas 21 concluíram o treinamento, sendo 20 homens e uma mulher. Entre os formandos está Andrezza Negrão, única policial feminina a finalizar esta edição.

O treinamento envolveu avaliações físicas, técnicas e psicológicas, exercícios operacionais e atividades de alta exigência. A preparação busca garantir que os militares estejam aptos a atuar em cenários complexos, que exigem preparo especializado e capacidade de resposta.

Pela lei e pela ordem, Choque!

Integrante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a Companhia de Choque atua no controle de distúrbios, no policiamento de grandes eventos e em situações de crise no ambiente prisional, além de operações contra o crime organizado.

Para estes cenários, o operador de Choque é formado sob constante desgaste físico, contato diário com agentes químicos para dispersão de tumultos e domínio técnico dos armamentos.

A entrega dos brevês aos formandos, com a participação de familiares, marcou a conclusão do curso e o ingresso dos policiais no efetivo de pronto emprego da Polícia Militar.

“Não à toa o 7º COC iniciou, lá no dia 7 de agosto, com 45 candidatos e formou somente 21. Nossos operadores precisam estar preparados para as situações mais adversas, como estes aqui estão, além de se tornarem multiplicadores de instrumentos de menor potencial ofensivo, como espingardas calibre 12 municiadas com elastômero ou gás lacrimogêneo, elevando o padrão técnico de toda a tropa”, destacou o comandante do Bope, tenente-coronel Wilkson Santana.

Fotos: Max Renê e Jorge Júnior/GEA