Operação ‘Saldo Zero’ mira facção criminosa e cumpre mandados em Macapá, São Paulo e Belém
Nesta quinta-feira, 14, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Núcleo de Investigações do Ministério Público do Amapá (Nimp), em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), deflagraram a segunda fase da Operação Saldo Zero.
A ação contou com apoio logístico e operacional dos Gaecos de São Paulo e do Pará, além da Polícia Militar de São Paulo. Durante a operação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva.
A investigação busca desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ordens de execução contra integrantes de facções rivais. Segundo as apurações, o grupo atuava principalmente no Conjunto Habitacional Macapaba e em áreas da Zona Sul de Macapá, enquanto lideranças da organização estariam localizadas nas cidades de São Paulo e Belém.

Na capital paulista, os mandados foram cumpridos pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo, com apoio do Batalhão de Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA). Já em Belém, a operação contou com atuação do Gaeco do Ministério Público do Pará.
Em Macapá, a ação teve apoio da Polícia Federal, Batalhão de Força Tática, Patamo, CANIL, Grupo Tático Prisional, Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (DECCP), Delegacia Fluvial (3ª DP) e Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) da Polícia Civil.
Os mandados foram cumpridos no Conjunto Habitacional Macapaba, Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) e nos bairros Infraero I, Jardim Felicidade, Cidade Nova, Araxá, Congós e Zerão. Foram registradas duas prisões em flagrante.
As investigações apontam que os líderes da organização criminosa movimentaram cerca de R$ 2 milhões junto aos demais investigados. A Justiça também determinou o bloqueio judicial de valores em contas bancárias e a apreensão de veículos e outros bens.
Os investigados poderão responder por integrar e financiar organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A Ficco é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp).
Fotos: MP

