Operação ‘Labirinto de Creta’ desmonta organização que movimentou mais de R$ 20 milhões do tráfico de drogas

A madrugada desta sexta-feira, 27, começou com uma grande ofensiva das forças de segurança no Amapá e em outros estados da Região Norte. A Operação Labirinto de Creta mobilizou mais de 100 agentes para o cumprimento de 40 mandados de prisão e 49 de busca e apreensão no Amapá, Amazonas, Pará e Roraima.

Até o momento, a ação já resultou em 21 prisões no Amapá e nove no Pará. A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Amapá, identificou um esquema estruturado de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 22 milhões em dois anos.

Foto: Lucas Brito/ Ascom Polícia Civil

Além das prisões, a operação também determinou o bloqueio de valores e imóveis ligados aos investigados.

Foto: Cláudio Morais/Sejusp

O secretário de Justiça e Segurança Pública, Cézar Vieira, destacou o impacto da ação.

“A mensagem é clara: no Amapá o crime não compensa. Estamos preparados para combater qualquer atividade ilícita e garantir a segurança da população”, afirmou.

Esquema complexo e atuação mesmo de dentro dos presídios

As investigações apontaram que o grupo criminoso utilizava uma rede sofisticada para ocultar a origem do dinheiro, com uso de “laranjas”, empresas de fachada e até plataformas de apostas on-line.

O nome da operação faz referência à mitologia grega, simbolizando a complexidade do esquema, comparado a um labirinto. Segundo a polícia, mesmo integrantes presos continuavam a comandar atividades ilícitas a partir do sistema penitenciário.

Foto: Cláudio Morais/Sejusp

O delegado Estéfano Santos ressaltou a integração entre as forças de segurança e os resultados alcançados.

“São mais de 100 ordens judiciais cumpridas, com atuação conjunta entre os estados. Houve prisões em cidades como Belém e Santarém, além do bloqueio de contas e bens dos investigados”, explicou.

A operação contou com apoio de equipes especializadas da Polícia Civil, do Bope da Polícia Militar, Polícia Penal, Polícia Federal e do Grupo Tático Aéreo (GTA).

Foto de capa: Lucas Brito/ Ascom Polícia Civil