Homem é condenado a 32 anos por matar ex-companheira na frente do filho dela em Vitória do Jari
Marcos Freitas da Silva foi condenado a 32 anos e 6 meses de prisão pelo feminicídio de Maria Antônia Pinto Azevedo, durante julgamento realizado na quarta-feira, 19, pelo Tribunal do Júri de Vitória do Jari, no sul do Amapá.
O crime
Segundo o Ministério Público do Amapá (MP-AP), o crime aconteceu na madrugada de 7 de março de 2025, dentro da casa da vítima, na Passarela Assembleia de Deus, no bairro Prainha. Após um desentendimento com a ex-companheira, o acusado teria pegado uma faca e desferido um golpe no lado esquerdo do tórax de Maria Antônia.
O ferimento provocou traumatismo torácico e cardíaco, com perfuração do coração. A vítima morreu no dia seguinte.
Criança presenciou o feminicídio
Durante o julgamento, o MP-AP sustentou que o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar e na presença do filho socioafetivo da vítima, que tinha 11 anos na época. O Conselho de Sentença acolheu a acusação e reconheceu o feminicídio, além do motivo fútil e da causa de aumento de pena pela presença da criança.
A defesa alegou que o ferimento teria ocorrido de forma acidental durante uma luta corporal e pediu que o caso fosse desclassificado para homicídio culposo. Os jurados rejeitaram os argumentos e reconheceram a autoria e o dolo homicida.
Após a morte da mulher, o menino passou a apresentar tristeza e desorientação, segundo informações apresentadas no processo. A tia de Maria Antônia assumiu os cuidados cotidianos, materiais e emocionais da criança.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil como valor mínimo para reparação dos danos morais aos sucessores da vítima. Marcos deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.
O juiz Moisés Ferreira Diniz manteve a prisão preventiva e determinou a execução provisória da pena, negando ao condenado o direito de recorrer em liberdade. A defesa informou que pretende recorrer da decisão do Tribunal do Júri.
Foto: MP/Divulgação

