CRDT passa a realizar cirurgias para remoção de lesões de câncer de pele no Amapá
O Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT), em Macapá, passou a oferecer cirurgias para remoção de lesões de câncer de pele, ampliando a assistência especializada na rede pública de saúde do Amapá. Implantado há cerca de dois meses, o serviço já realizou aproximadamente 65 procedimentos, garantindo mais rapidez no diagnóstico e no tratamento da doença.
A iniciativa permite que pacientes com lesões suspeitas recebam atendimento especializado na própria unidade, reduzindo o tempo de espera para a retirada do material e encaminhamento para exames laboratoriais.
Segundo o diretor do CRDT, Leonardo Pereira, o novo serviço representa um importante avanço na assistência aos pacientes com câncer de pele.
“Hoje conseguimos realizar o tratamento de pequenas lesões diagnosticadas como câncer dentro do próprio CRDT, proporcionando um acompanhamento mais ágil e eficiente. Isso aumenta as chances de sucesso no tratamento e melhora a qualidade da assistência prestada à população”, ressaltou.

Após a retirada cirúrgica, as amostras são encaminhadas ao Hospital das Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), responsável pela realização da biópsia e confirmação diagnóstica. Quando necessário, os pacientes também podem ser direcionados ao Centro de Radioterapia do Estado para continuidade do tratamento especializado.
A estratégia fortalece a rede pública de atenção oncológica e permite que os pacientes realizem todas as etapas do atendimento no próprio estado, próximos de seus familiares e da rede de apoio.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância da prevenção e da observação de sinais suspeitos, como feridas persistentes, manchas incomuns ou lesões que apresentam sangramento frequente.
O CRDT funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Professor Tostes, nº 2212, em Macapá. Para realizar a triagem dermatológica, disponível de segunda a quinta-feira, é necessário apresentar cartão do SUS, CPF, comprovante de residência e encaminhamento médico emitido por uma Unidade Básica de Saúde.
Fotos: Rodrigo Abreu/Sesa

