Após identificar 26 ocorrências, Polícia Civil investiga advogado por suspeita de ficar com dinheiro de clientes em Macapá
A Polícia Civil do Amapá investiga um advogado suspeito de apropriação indébita de valores pertencentes a clientes. Durante as apurações, foram identificados 26 registros de ocorrência envolvendo o investigado, dos quais aproximadamente 15 apresentam relatos semelhantes de contratação de serviços advocatícios, pagamento de valores e suposta falta de prestação dos serviços ou de repasse de quantias aos clientes.
A investigação é conduzida por meio de inquérito policial. Diante dos indícios de possível repetição das condutas, a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado ou, alternativamente, a aplicação de medidas cautelares.
Ao analisar o pedido, a 2ª Vara Criminal de Macapá reconheceu a existência de elementos documentais, bancários e processuais que dão suporte à investigação, além de indicativos de risco de novas ocorrências. No entanto, a Justiça negou a prisão preventiva e determinou medidas cautelares alternativas.
Entre as determinações estão a suspensão temporária do exercício da advocacia, a proibição de sair da Comarca de Macapá sem autorização judicial e a obrigação de comparecer mensalmente em juízo.
A decisão considerou necessário impedir eventual utilização da atividade profissional para a prática das condutas investigadas, avaliando que as medidas determinadas são adequadas e proporcionais ao caso.
Segundo o delegado Nixon Kenedy, da 9ª Delegacia de Polícia da Capital, outras ocorrências envolvendo o mesmo investigado continuam em apuração para verificar possíveis novas responsabilidades criminais.
Foto: Reprodução/PC

