Amapá prepara licitação para retomada de obras de 10 escolas indígenas no Parque do Tumucumaque
O Governo do Amapá anunciou a abertura de uma nova etapa para a retomada das obras de 10 escolas indígenas localizadas nas Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru D’Este, no norte do Pará. O edital de licitação deve ser lançado na próxima semana.
As obras serão contratadas por meio de dois lotes e contemplarão unidades nas aldeias Maxipurimo, Murei, Warahpo Aparai, Parutaike, Pururé, Ananapiaré, Amataré e Aranapoty. A previsão é atender aproximadamente mil estudantes indígenas. O Anúncio foi feito durante o encontro “Diálogos Amazônidas”, no auditório da Secretaria de Estado da Educação (Seed), em Macapá.
Antes da abertura da licitação, equipes técnicas realizaram visitas às comunidades para avaliar as condições locais e organizar as etapas necessárias para a execução dos trabalhos. Também foram obtidas autorizações junto aos órgãos responsáveis.

Segundo o coordenador de Educação Específica da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Emerson Ramos, a localização das aldeias torna a execução das obras um desafio logístico.
“É uma movimentação gigantesca que envolve quase mil estudantes, porque são dez escolas em dez aldeias. A gente acredita que isso melhora a condição de ensino e evita também o fluxo para os espaços urbanos”, destacou o coordenador.
Educação mais próxima das comunidades
Além de melhorar a estrutura destinada ao ensino básico, a conclusão das escolas pode abrir espaço para novas iniciativas de formação profissional e educação superior dentro das próprias terras indígenas.
A coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Iranir Andrade, destacou que a presença da universidade nas comunidades pode facilitar o acesso dos estudantes indígenas à graduação.
“A universidade tem a possibilidade de levar a educação superior para esse território, em diálogo com os indígenas. Vir até a cidade é muito mais complexo para eles. Indo ao território, temos a missão de facilitar esse acesso à educação superior”, afirmou.
A retomada do projeto envolve diferentes instituições, entre elas a Seed, Seinf, Ueap, Sepi, Funai, FNDE, Unops e Ibama. As entidades participam de etapas relacionadas ao planejamento, infraestrutura, logística e autorizações.

Também participaram das discussões caciques, lideranças indígenas, representantes de associações e organizações parceiras.
Com o lançamento do edital, o Governo do Amapá pretende avançar na contratação das empresas que ficarão responsáveis pelas obras e ampliar a oferta de infraestrutura educacional nas comunidades indígenas.
Fotos: Seed/Divulgação

