Centro de Radioterapia do Amapá ultrapassa 150 altas e amplia atendimento a pacientes com câncer

O Centro de Radioterapia do Amapá já realizou mais de 200 simulações e contabiliza 159 pacientes que concluíram o tratamento radioterápico na unidade. Os dados, consolidados até esta segunda-feira, 17, mostram o avanço da assistência oncológica oferecida pela rede pública de saúde no Estado.

Desde o início dos atendimentos, foram registradas 305 primeiras consultas e 235 simulações, procedimento que antecede o tratamento e permite definir com precisão a área que receberá a radiação, reduzindo a exposição desnecessária de tecidos e órgãos saudáveis.

Atualmente, 41 pacientes estão em tratamento ativo, enquanto outros 38 já têm a simulação agendada. O balanço também aponta 14 consultas sem indicação para radioterapia, cinco desistências e 35 óbitos entre os pacientes acompanhados pela unidade.

Inaugurado pelo Governo do Amapá em dezembro de 2025, o Centro de Radioterapia passou a oferecer no Estado serviços especializados que antes exigiam o deslocamento de pacientes para outras regiões.

A estrutura também passou a contar com a braquiterapia, modalidade de radioterapia interna que aplica a radiação diretamente na região afetada pelo tumor. A tecnologia amplia as possibilidades de tratamento e permite que pacientes tenham acesso ao procedimento sem precisar deixar o Amapá.

Para o secretário de Estado da Saúde, Rinaldo Martins, a ampliação dos serviços representa um avanço na descentralização da assistência de alta complexidade.

“A determinação do Governo do Estado sempre foi garantir que os pacientes pudessem realizar seus tratamentos perto de casa, com dignidade, acolhimento e qualidade. A braquiterapia é mais uma conquista que fortalece a assistência oncológica e reduz a necessidade de deslocamentos para outros centros urbanos fora do Amapá”, destacou.

A unidade também mantém o acompanhamento de pacientes que apresentam recidiva de neoplasias. Para a gestão estadual, os números registrados desde o início das atividades demonstram a ampliação da oferta de tratamento oncológico especializado na rede pública amapaense.

Foto: Arquivo/GEA