Alerta: quase 40 crianças e adolescentes se perdem dos responsáveis e mobilizam rede de proteção durante Expofeira
Durante os nove dias da Expofeira 2026, 38 crianças e adolescentes que se perderam dos responsáveis foram atendidos pelas equipes do Ministério Público do Amapá (MP-AP), em parceria com os Conselhos Tutelares de Macapá e Santana, no Parque de Exposições da Fazendinha.
Os casos chegaram ao ônibus da Ouvidoria do MP-AP por meio do Comissariado de Menores, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar ou pela própria população. Instalado próximo à entrada da feira, o veículo funcionou como ponto de acolhimento e apoio à rede de proteção.
Na maioria das ocorrências, os familiares foram localizados e as crianças encaminhadas de volta aos responsáveis com segurança.

As equipes também acompanharam situações relacionadas ao trabalho infantil. Os casos foram identificados pela equipe de abordagem social da Secretaria Municipal de Assistência Social de Macapá (Semas), que realizou os encaminhamentos necessários junto à rede de proteção.
Segundo o promotor de Justiça Miguel Ferreira, coordenador-geral dos Centros de Apoio Operacional do MP-AP, todos os atendimentos tiveram desfecho favorável.
“Foram quase 40 casos registrados. Todos, felizmente, com um desfecho favorável”, destacou.
Criança de dois anos precisou ser acolhida
Uma das ocorrências exigiu acolhimento institucional. Durante o plantão do dia 15, uma criança de aproximadamente dois anos foi levada ao ônibus após se perder da família. Como os responsáveis não foram localizados no local, ela foi encaminhada ao Abrigo Ciã Katuá.
A assistente social do MP-AP Séfora Rôla, que coordenou os serviços de acolhimento durante os nove dias de evento, relatou preocupação com a situação.
Segundo ela, a criança teria sido deixada pela mãe sob os cuidados de um homem desconhecido, enquanto a responsável informou que iria a uma lanchonete e retornaria em seguida. Após mais de duas horas sem que ela aparecesse, o homem procurou o ônibus do MP-AP para pedir ajuda.
“É preciso ter cuidado redobrado com crianças”, alertou Séfora.
Para Miguel Ferreira, a atuação conjunta das instituições demonstrou a importância da integração da rede de proteção em eventos de grande público.
“O atendimento no próprio local permitiu uma resposta rápida diante de situações que exigiram acolhimento, localização de familiares e encaminhamento aos serviços responsáveis”, afirmou.
Fotos: MP/Divulgação

