Expofeira 2026: artesãos de Pedra Branca transformam madeira reaproveitada em peças que encantam visitantes
Da comunidade de Porto Alegre, em Pedra Branca do Amapari, para uma das maiores vitrines do Amapá. O casal de artesãos Denise Nascimento Castro e Rosivaldo Dias de Castro levou à Expofeira 2026 um trabalho que une criatividade, identidade regional e sustentabilidade: peças produzidas a partir do reaproveitamento de madeiras encontradas na própria natureza.
Para chegar à feira, o trabalho começou muito antes da abertura dos portões. Denise conta que o casal passou praticamente um ano preparando as peças que agora estão expostas e à venda no evento.
A participação também representa uma conquista para o empreendimento. Os artesãos obtiveram o Selo Amapá, certificação que identifica e valoriza produtos desenvolvidos no estado.
“É muito bom conseguir trazer nossos produtos para a maior feira do estado. Hoje a gente já está com o Selo Amapá e, quanto mais temos esse tipo de incentivo, mais nos animamos para continuar fazendo nosso artesanato. Estamos praticamente há um ano trabalhando e esperando pela Expofeira”, contou Denise.

Uma feira de oportunidades
O casal chegou à Expofeira com aproximadamente R$ 100 mil em produtos e espera comercializar cerca de R$ 70 mil até o encerramento do evento.
Mas, para os artesãos, a importância da feira vai além das vendas. A Expofeira se transforma em uma grande vitrine para apresentar o trabalho desenvolvido em Porto Alegre a novos consumidores e ampliar o alcance da produção.
As redes sociais também têm sido aliadas nessa missão. Instagram, TikTok e Facebook são utilizados para divulgar as peças e aproximar o trabalho dos artesãos de pessoas que vivem longe da comunidade.

“A gente divulga bastante no Instagram, TikTok e Facebook. Ontem já chegou gente aqui dizendo que veio conhecer nosso trabalho por causa da divulgação que viu. É quando percebemos que está fluindo, que estamos conseguindo levar o nosso trabalho cada vez mais longe”, destacou.
Madeira descartada pela natureza ganha uma nova história
A sustentabilidade está no centro do processo de produção. Em vez de utilizar árvores vivas como matéria-prima, Denise e Rosivaldo trabalham com madeiras que já foram descartadas naturalmente pela floresta.
Troncos e pedaços de árvores que morreram são recolhidos e transformados em novas peças pelas mãos dos artesãos.
“A gente trabalha com a reciclagem da madeira. Fazemos o reaproveitamento daquilo que a própria natureza já descartou. Não derrubamos árvores. Pegamos as madeiras de árvores que já estão mortas e trabalhamos para transformar esse material em algo que possa chegar à casa dos nossos clientes”, explicou Denise.
O trabalho do casal mostra como os recursos encontrados no interior do Amapá podem ganhar novos significados e se transformar em produtos com valor econômico, cultural e ambiental.
Para Denise e Rosivaldo, cada peça vendida carrega mais do que o resultado de um trabalho artesanal. É também uma forma de apresentar Pedra Branca do Amapari, gerar renda para a família e manter vivo um ofício construído a partir da relação com a floresta.
A Expofeira 2026 segue até 16 de agosto, no Parque de Exposições da Fazendinha, reunindo empreendedores, produtores, artesãos e expositores de diferentes municípios do Amapá.
Fotos: Evandro Vilhena

