Primeiro navio chinês de cargas atraca no Porto de Santana e inaugura novo corredor logístico internacional
Chegou neste sábado, 30, ao Amapá o primeiro navio de cargas vindo da China, inaugurando a nova rota marítima direta entre o Porto de Gaolan (Zhuhai), no sul do país asiático, e o Porto de Santana.
As embarcações que chegam ao estado têm, em média, 200 metros de comprimento e capacidade para transportar cerca de 50 mil toneladas e 2,6 mil contêineres por viagem. Além de insumos para instalação de indústrias, a nova rota poderá atender futuramente à cadeia de petróleo.
Para aumentar a competitividade, o Governo do Amapá implementou programas de incentivos fiscais que reduzem em até 40% o custo de entrada dos produtos pelo estado. A operação promete diminuir o tempo de transporte em até 30 dias e cortar os custos logísticos em mais de 30%, impulsionando o comércio bilateral entre Brasil e China.

“É a conexão do Amapá com os grandes mercados mundiais, por meio da nossa vocação logística e portuária, especialmente em Santana. Essa redução de custos torna o estado um dos mais competitivos para internalizar cargas no Brasil e exportar produtos para os mercados asiáticos”, destacou o governador Clécio Luís durante a agenda no Porto.
A medida consolida o Porto de Santana como uma porta estratégica para o comércio exterior, fomentando a movimentação portuária, a geração de empregos e o fortalecimento da economia local.
O vice-presidente da Câmara de Desenvolvimento Econômico Brasil-China, Levi Martins, classificou a iniciativa como estratégica.
“O protocolo que permitiu a atracação dos navios chineses no Amapá é fundamental para reduzir prazos e custos. Sem essa conexão, tudo demora mais e sai mais caro. Essa decisão é significativa para o futuro do Amapá: amplia a entrada de novos produtos e fortalece nossas exportações para a China”, destacou.
A Câmara é representante oficial da Nova Rota da Seda no Brasil, iniciativa chinesa que envolve 167 países. No país, administra um crédito de US$ 3 milhões destinado a investimentos em empresas brasileiras, chinesas e amapaenses.
Foto de capa: Maksuel Martins/GEA

