Polícia Civil prende no DF acusado de ser mandante da chacina entre Amapá e Pará

A Polícia Civil de Goiás prendeu, na noite de sábado 16, José Endo Alves de Oliveira, de 25 anos, conhecido como “Marujo”, apontado como mandante da chacina ocorrida na região de fronteira entre o Amapá e o Pará. O mandado de prisão foi cumprido na cidade de Samambaia (DF).

A ação foi coordenada pelo Grupo Antissequestro (GAS/DEIC), pelo Grupo Especial de Investigação Criminal (GEIC) de Luziânia, pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH/PCGO) e pela Central Geral de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão (CGFPAC/PCGO). A operação contou ainda com a integração da Polícia Civil do Amapá e apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB) da DIOPI/SENASP/MJSP.

Segundo as investigações, Marujo foi o responsável por ordenar o crime que resultou na morte de oito pessoas, caso amplamente noticiado pela imprensa nacional. O episódio ganhou repercussão pela brutalidade e pela forma de execução. Durante o trabalho investigativo conduzido pela Polícia Civil do Amapá, foram identificados indícios de participação de policiais militares e outros comparsas na ação criminosa.

O preso permanecerá custodiado e será colocado à disposição da Justiça, conforme determinação judicial.

Identidade dos presos:

  • Franck Alves do Nascimento – Guarda Municipal de Laranjal do Jari
  • Sargento PM Douglas Vital Carvalho Costa
  • Soldado PM Matheus Cardoso de Souza
  • Soldado PM José Paulo Pinheiro da Silva Júnior
  • Soldado PM Iago Jardim Fonseca
  • Soldado PM Emerson Freitas dos Passos
  • Benedito Rodrigues Nascimento – Garimpeiro
  • José Endo Alves de Oliveira, conhecido como “Marujo”

O crime

De acordo com a investigação, a abordagem ao grupo ocorreu na segunda-feira, 4, e os corpos começaram a ser encontrados na quinta-feira, 7. Duas caminhonetes usadas pelas vítimas foram incendiadas.

Uma das linhas investigativas aponta que os garimpeiros retornavam de uma negociação de terras em área conhecida pela prática do garimpo ilegal, quando foram surpreendidos pelos suspeitos, que aguardavam em um ponto estratégico. A motivação do crime ainda não foi oficialmente divulgada, já que o caso corre sob segredo de Justiça.

Um homem que fazia parte do grupo escapou da emboscada. Segundo a polícia, ele permaneceu no garimpo enquanto as vítimas desciam para o local do ataque. O sobrevivente afirmou ter reconhecido os suspeitos, pois já haviam sido abordados por eles a caminho da área de extração de ouro. Ele foi resgatado pela Companhia de Operações Especiais do Bope e pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).

Foto: Polícia Civil de Goiás/Divulgação