Petróleo: Justiça Federal defere petição do Ibama e navio-sonda pode ser autorizado a seguir para costa do AP

Nesta segunda-feira, 7, a 1ª Vara Federal do Amapá indeferiu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para impedir a Avaliação Pré-Operacional (APO) da Petrobras e deferiu a petição do Ibama. Com a decisão, o navio-sonda NS-42, que neste momento encontra-se na costa paraense, pode ser autorizado a se deslocar até a costa do Amapá.

O senador Randolfe anunciou nas suas redes sociais que está autorizada a avaliação pré-operacional para a pesquisa e eventual futura exploração de petróleo na costa amapaense.

O governador Clécio Luís também comemorou a decisão da Justiça.

“Hoje é um dia de vitória pela decisão da Justiça Federal, graças ao parecer técnico muito correto do Ibama, para que a Petrobras pudesse realizar a APO, na prática uma simulação de acidente, será a maior simulação de acidente com vazamento de óleo da história. Isso mostra a preocupação ambiental, mostrando que é possível sim conciliar desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente, as comunidades tradicionais aos povos indígenas e ao nosso futuro. E nós, vamos continuar trabalhando muito para comemorar momentos como esse de vitória para o povo do Amapá”.

A Avaliação Pré-Operacional (APO) é uma espécie de simulação de emergência, realizada antes da perfuração, para garantir a segurança e a resposta a eventuais incidentes. A Petrobras deverá seguir até o bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, onde pretende perfurar em busca de petróleo. A APO é a última etapa do processo de licenciamento ambiental da campanha exploratória da estatal nesta área, que integra a Margem Equatorial, composta por cinco bacias sedimentares.

Foto: Foresea/Divulgação