Mangueira revela fantasias do enredo sobre Mestre Sacaca e abre alas para Carnaval histórico em 2026
A Estação Primeira de Mangueira apresentou, nesta terça-feira, 21, os protótipos das fantasias de suas alas comerciais para o Carnaval 2026. As criações integram o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, que inaugura o triênio do centenário da Verde e Rosa.
Distribuídas em sete alas, as fantasias refletem a força da cultura afro-indígena e celebram o saber popular amazônico representado por Mestre Sacaca, ícone da sabedoria tradicional do Amapá. A divulgação foi acompanhada de uma campanha especial nas redes sociais, onde já estão disponíveis informações sobre valores e vendas.

O carnavalesco Sidnei França destacou o cuidado com cada detalhe do processo criativo. “Estamos dialogando com a nossa comunidade e também com pessoas do mundo inteiro que acompanham cada passo rumo à Sapucaí”, afirmou.
A apresentação aconteceu na Cidade do Samba, em um encontro marcado por emoção e pertencimento. A presidente Guanayra Firmino reafirmou o compromisso da agremiação com um desfile grandioso.
“O trabalho de Sidnei França foi a melhor coisa que poderia ter acontecido à Mangueira.”

Durante o evento, o carnavalesco apresentou toda a equipe envolvida na confecção dos figurinos, da pesquisa à execução no barracão. O intérprete Dowglas Diniz embalou a noite, conduzindo o público por cada ala ao som do samba-enredo que promete ecoar com força amazônica na Marquês de Sapucaí.
Entre os destaques estão fantasias que representam o andarilho da floresta, os rituais sagrados da colheita, o festejo de São Tiago, o legado dos mastros negros e o vigor do cipó-titica — símbolos que entrelaçam fé, ancestralidade e resistência.
Com 97 anos de história e 20 títulos conquistados, a Mangueira se prepara para escrever um novo capítulo na avenida: o da Amazônia Negra, contada em verde e rosa, com o coração do Morro batendo no ritmo do Amapá.
Sobre a Estação Primeira de Mangueira
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, ou simplesmente Mangueira, é uma das mais tradicionais e respeitadas escolas de samba do Rio de Janeiro — reconhecida e admirada em todo o mundo. A agremiação, que tem no verde e rosa suas cores emblemáticas, carrega 97 anos de glórias e se consolidou como uma das instituições culturais mais importantes do Brasil.
Seus símbolos — o surdo, a coroa, os ramos de louros e as estrelas — estampam a bandeira que representa um verdadeiro celeiro de bambas. Dela nasceram nomes lendários e sambas que atravessaram gerações.
Fundada em 1928, no Morro da Mangueira, por mestres como Carlos Cachaça, Cartola, Zé Espinguela, Tia Fé e Tia Tomásia, a escola mantém sua quadra no bairro de origem e soma vinte títulos do Carnaval carioca. Atualmente, é presidida por Guanayra Firmino, a primeira mulher eleita para o cargo, que lidera a Verde e Rosa rumo ao centenário com o mesmo espírito de resistência, arte e paixão.
Fotos: Fabiano Albergaria

