Julho Amarelo: Unidade Estadual de Internação reforça combate às hepatites com ações educativas
A Unidade Estadual de Internação (UEI), gerenciada pela Fundação de Saúde Amapaense (FSA), deu início nesta sexta-feira, 18, à campanha Julho Amarelo — mês dedicado à prevenção e ao enfrentamento das hepatites virais. A mobilização tem foco educativo e é voltada a pacientes, acompanhantes e colaboradores da unidade.
A ação contou com a distribuição de brindes simbólicos, conversas esclarecedoras e informação de qualidade. Conduzida pela Comissão de Humanização da UEI, a campanha também distribuiu folders informativos e trouxe orientações sobre formas de contágio, prevenção, sintomas e a importância do diagnóstico precoce. A mensagem principal é clara: quanto mais informação, maiores as chances de proteger vidas.

“A campanha tem o objetivo de levar informação de maneira clara e objetiva para quem está internado, acompanhando pacientes ou trabalhando na unidade. É um trabalho preventivo que salva vidas”, destacou Gabriela Pinheiro, gerente de Enfermagem da UEI.
As atividades seguem na próxima semana com ações específicas voltadas aos colaboradores da unidade hospitalar.

Julho Amarelo
A campanha Julho Amarelo integra uma estratégia nacional de combate às hepatites virais, doenças silenciosas que afetam o fígado e podem evoluir para quadros graves como cirrose e câncer hepático. Muitas vezes assintomáticas, essas infecções exigem atenção, testagem regular e informação acessível.
Entenda as hepatites virais:
São inflamações no fígado causadas por diferentes tipos de vírus (A, B, C, D e E), com formas de transmissão variadas e níveis distintos de gravidade.
Principais tipos:
- Hepatite A: transmissão fecal-oral (água ou alimentos contaminados);
- Hepatite B: sangue, relações sexuais, de mãe para filho;
- Hepatite C: principalmente por sangue contaminado; alto risco de cronificação;
- Hepatite D: só ocorre em quem já tem hepatite B;
- Hepatite E: semelhante à A; comum em locais com saneamento precário.
Como se transmite?
- Contato com sangue contaminado (agulhas, seringas, objetos cortantes);
- Relações sexuais desprotegidas;
- Transmissão vertical (mãe para filho);
- Água e alimentos contaminados.
Sintomas (quando aparecem):
- Cansaço, febre, enjoo, urina escura;
- Pele e olhos amarelados (icterícia);
- Em muitos casos, não há sintomas.
Prevenção é o melhor caminho:
- Vacinas disponíveis no SUS para hepatite A e B;
- Uso de preservativo;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal;
- Higiene e saneamento adequados;
- Exigir materiais esterilizados.
Diagnóstico e tratamento
O SUS oferece testagem gratuita e tratamento para os tipos detectáveis. Hepatites como a tipo C têm cura, e outras, como a hepatite B crônica, podem ser controladas com acompanhamento médico regular.
Fotos:Ronaldo Batista/Fundação de Saúde Amapaense

