Governo Federal e Estado levam alimentos e água para comunidades do Bailique afetadas pela salinização e estiagem

Uma força-tarefa entre o Governo Federal e o Governo do Amapá levou ajuda humanitária ao Arquipélago do Bailique, no domingo, 21, beneficiando moradores de 76 comunidades atingidas pela estiagem e pela salinização dos rios. A ação resultou na entrega de 2.250 kits de alimentação e água potável, garantindo suporte emergencial às famílias da região.

A mobilização foi coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com a Defesa Civil Estadual. O ministro Waldez Góes acompanhou a distribuição nas vilas Progresso e Macedônia, consideradas as maiores comunidades do arquipélago, e destacou os desafios ambientais enfrentados pela população local.

Segundo o ministro, o Bailique sofre simultaneamente com a erosão das margens causada pelo fenômeno das Terras Caídas, a redução do volume dos rios devido à estiagem prolongada e a salinização das águas, que compromete o abastecimento e a produção agrícola. Ele reforçou que o apoio emergencial caminha junto com ações estruturantes voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas locais.

Moradores relatam que a erosão obriga famílias a desmontar e reconstruir suas casas constantemente. Na Vila Macedônia, a ribeirinha Silvia Rodrigues contou que já precisou mudar de residência duas vezes nos últimos anos para fugir do avanço do rio. Para ela, a chegada dos mantimentos traz alívio e segurança às famílias neste período de dificuldades.

A secretária estadual de Assistência Social, Aline Gurgel, ressaltou que a ação representa uma resposta rápida às necessidades da população ribeirinha, reforçando a importância da cooperação entre os entes governamentais para garantir segurança alimentar e apoio social às comunidades mais vulneráveis.

Arquipélago do Bailique

Localizado na foz do Rio Amazonas, a cerca de 180 quilômetros de Macapá, o Arquipélago do Bailique é composto por oito ilhas e abriga mais de 70 comunidades ribeirinhas. A salinização da água, intensificada pela proximidade com o Oceano Atlântico, afeta diretamente o consumo humano, obrigando a população a depender de sistemas de dessalinização ou do transporte de água potável da capital.

Foto: Vandy Ribeiro/MIDR