Golpe de mais de R$ 1 milhão: suspeito de criar sites falsos da companhia de energia do AP é preso em Goiânia
A Polícia Civil do Amapá deflagrou nesta segunda-feira, 9, a Operação Boleto Fantasma, que resultou na prisão preventiva, em Goiânia (GO), do investigado apontado como responsável pela criação e administração de sites falsos que simulavam o ambiente da companhia de energia do estado.
Segundo as investigações, o esquema criminoso fez mais de 200 vítimas e causou prejuízo superior a R$ 1 milhão, ao induzir consumidores a pagarem boletos fraudulentos gerados em páginas que imitavam o site oficial da concessionária. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DR-CCIBER) da Polícia Civil do Amapá.

De acordo com o delegado Breno Esteves, titular da unidade especializada, as investigações tiveram início há mais de um ano e envolveram análise de dados, rastreamento patrimonial e cooperação entre forças policiais, o que permitiu identificar o responsável pelo esquema e obter as medidas judiciais.
“Estamos diante de um esquema que atingiu diretamente centenas de consumidores e gerou expressivo prejuízo financeiro à população. Conseguimos identificar o responsável pela estrutura criminosa, efetuar sua prisão e avançar no bloqueio patrimonial, demonstrando que fraudes eletrônicas dessa magnitude serão apuradas com firmeza, técnica e integração entre as forças policiais”, destacou o delegado.
A operação contou com o apoio da DR-CCIBER de Goiás. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Goiânia e um no município de Senador Canedo, além de um mandado de prisão preventiva.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, o investigado também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, após a apreensão de uma arma calibre 6,35 mm com sete munições.
Os policiais também apreenderam três computadores, um MacBook, um iPad, quatro celulares, 10 relógios importados, 143 dólares, 50 libras esterlinas e seis pulseiras de ouro.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, aprofundar a análise do material apreendido e ampliar o rastreamento de bens e valores relacionados ao esquema criminoso.
Fotos e vídeo: PC/Divulgação

