Escola Zolito Nunes celebra Consciência Negra com culminância do Sarau Afro Amapaense
A Escola Estadual Zolito Nunes realizou, nesta quarta-feira, 19, a culminância do Projeto Sarau Afro Amapaense, desenvolvido ao longo do segundo semestre com apoio do Governo do Amapá. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a educação antirracista e valorizar a cultura afro-brasileira. O evento integrou as ações do Dia da Consciência Negra e reuniu estudantes, professores e moradores da comunidade.
Durante o sarau, os alunos apresentaram produções artísticas construídas ao longo de meses, incluindo paisagens, esculturas, pinturas, teatro e capoeira, além de outras manifestações que representam a luta, a resistência e a ancestralidade do povo negro. As exposições também homenagearam personalidades negras — cientistas, artistas, celebridades e figuras da cultura amapaense — ressaltando o papel da escola na promoção da igualdade racial.

O diretor da unidade, Gïbson da Silva, destacou a importância do projeto para a formação dos estudantes.
“Esta culminância representa uma grande vitória. Nossos alunos conseguiram mostrar, por meio da arte e da cultura, a realidade e a importância da Consciência Negra para nossa comunidade. Trabalhar esse tema dentro da escola é essencial para fortalecer valores de respeito e reconhecimento da trajetória do povo negro”, afirmou.
O coordenador do projeto, professor Mateus Pontes, explicou que a produção começou em agosto e envolveu principalmente estudantes do turno da noite, com participação de turmas da manhã e da tarde. Grande parte das obras foi elaborada por alunos da EJA, em parceria com a disciplina de Artes.
“O projeto foi idealizado pensando na legislação específica e no compromisso com uma educação antirracista. Trabalhamos o tema de forma interdisciplinar, com todos os professores articulando seus conteúdos. Tivemos pinturas, esculturas, desenhos e homenagens a personalidades negras do Amapá. O tema deste ano, ‘Ancestralidade Negra Amapaense’, trouxe manifestações como o marabaixo para o centro da discussão”, explicou.

Mateus também destacou a colaboração dos estudantes de Artes Visuais da Unifap, que contribuíram para ampliar o alcance do projeto.
“Essa parceria enriqueceu ainda mais o trabalho. As obras remetem à ancestralidade do nosso povo, às cores e aos símbolos da África. Queríamos não apenas homenagear, mas celebrar o Dia da Consciência Negra como um momento de conscientização e diálogo sobre questões raciais”, completou.
A aluna Maria Lúcia, do 9º ano, relatou como a experiência impactou sua formação.
Foi muito especial apresentar e aprender mais sobre a história e a cultura do povo negro. A escola se torna mais acolhedora quando temos a oportunidade de falar sobre respeito, combate ao racismo e sobre quem nós somos. Vou levar esse aprendizado para a vida inteira”, disse.

