Cerco policial termina com liberação de reféns em Laranjal do Jari
Após cerca de 17 horas de negociação, o homem acusado de matar o policial civil Mayson Viana de Freitas, de 38 anos, libertou as duas pessoas que mantinha reféns desde a tarde desta sexta-feira, 22, em Laranjal do Jari, no sul do Amapá. A criança foi liberada primeiro, e por volta das 11h12 deste sábado, 23, a mãe também foi entregue com vida.
O crime aconteceu dentro da delegacia do município, durante a apresentação do preso. De acordo com informações preliminares, o suspeito conseguiu desarmar o policial, efetuou disparos contra ele e fugiu. Em seguida, invadiu uma residência, onde manteve a mulher e a filha sob ameaça.
Segundo equipes que participaram da operação, a negociação foi complexa, pois o homem apresentava comportamento instável e chegou a ameaçar cometer suicídio.
“Foi um trabalho difícil. A todo momento ele oscilava a motivação, falava em se matar. Nossa missão foi intermediar os anseios dele e garantir a integridade das vítimas”, afirmou Major Hércules, um dos negociadores.
A ação contou com equipes especializadas da Polícia Civil, COE, Polícia Militar e GTA, que atuaram de forma conjunta para resolver a situação.
O policial Mayson Viana não resistiu aos ferimentos e morreu no local após ser baleado.
Nas redes sociais, o governador Clécio Luís lamentou a morte do agente e destacou o trabalho das equipes na negociação.
“Infelizmente, perdemos um policial civil, um grande profissional. A operação de libertação dos reféns foi bem-sucedida ao final, mas estamos muito tristes com a perda do nosso colega, assassinado brutalmente”, declarou.
Veja abaixo as entrevistas com o secretário de Segurança Pública, Daniel Marsili e o delegado-geral, Cezar Vieira:
O governador Clécio Luís parabenizou as equipes pelo trabalho realizado em um momento de grande emoção para os profissionais.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

