Carnaval 2026: veja como foi a segunda noite dos desfiles das escolas de samba do AP
Foi realizado neste sábado, 14, no Sambódromo Ivaldo Veras, em Macapá, o último dia de desfiles das escolas de samba do Carnaval 2026. A noite foi marcada por enredos fortes, apresentações de alto nível técnico e uma celebração da ancestralidade, da cultura popular e das identidades amazônicas, com as apresentações de Solidariedade, Império da Zona Norte, Império do Povo, Piratas da Batucada e Piratas Estilizados.
Solidariedade

A Associação Recreativa Império de Samba Solidariedade abriu os desfiles do Grupo de Acesso com o enredo “O Tambor que Liberta: A história dos tambores proibidos”. Fundada em 1983, no bairro Jesus de Nazaré, a escola apresentou um espetáculo que exaltou a resistência e a identidade cultural afro-brasileira, com evolução consistente, riqueza estética e forte conexão com o público. O samba-enredo destacou a luta histórica pela liberdade e a força da cultura negra.
Império da Zona Norte

Na sequência, a Mocidade Independente Império da Zona Norte levou à avenida o enredo “Amazonas, o que diz a tua foz – Da preservação ao progresso”. A escola construiu uma narrativa poética sobre a força das águas e a identidade nortista, com um conjunto visual impactante em tons de azul, dourado e verde. As alegorias e fantasias retrataram a biodiversidade amazônica e a ancestralidade dos povos tradicionais. A harmonia da comunidade foi um dos pontos altos, assim como a apresentação elegante e segura do casal de mestre-sala e porta-bandeira.
Império do Povo

Representando o município de Santana, a Associação Recreativa Escola de Samba Império do Povo iluminou o Sambódromo com o enredo “Iyagbá Nanã: o Brasil começa no mangue”. O desfile uniu ancestralidade e natureza, com fantasias ricas em detalhes e alegorias de grande impacto visual, que conduziram o público ao universo místico da orixá Nanã. O casal de mestre-sala e porta-bandeira apresentou sintonia impecável, enquanto a comissão de frente narrou, por meio da coreografia, a criação da vida no lamaçal, garantindo forte interação com as arquibancadas.
Piratas da Batucada

A quarta escola a desfilar foi a Associação Recreativa e Cultural Escola de Samba Piratas da Batucada, que apresentou o enredo “Na frequência do amor, o ritmo é Brega”. Com suas cores azul e amarelo, a agremiação levou à avenida uma homenagem ao romantismo popular e à força do brega como expressão legítima da cultura brasileira. O desfile destacou o gênero musical como símbolo identitário das periferias e da Amazônia, ressaltando sua capacidade de criar um imaginário próprio e de romper padrões estéticos tradicionais.
Piratas Estilizados

Encerrando a última noite do Carnaval 2026, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Piratas Estilizados apresentou o enredo “Toque o Alujá para o Alafim de Oió: A Ancestralidade que ecoa nos Sagrados Tambores dos Piratas Estilizados”. Fundada em 1974, no bairro do Laguinho, a escola levou à avenida uma narrativa baseada na criação do mundo por Olorum. Segundo a tradição apresentada, o som do tambor criado por Xangô, no ritmo do Alujá, devolveu a alegria à existência. O tambor foi retratado como elemento central e sagrado, simbolizando a conexão entre o humano e o divino.
A apuração dos desfiles das escolas de samba do Amapá ocorrerá na Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro, a partir das 14h, no Sambódromo de Macapá.
Foto de capa: Arthur Alves/GEA

