Bombom de licor ou enxaguante bucal podem gerar resultado positivo em teste do bafômetro? Detran-AP explica

Um bombom de licor pode parecer inofensivo, assim como um rápido bochecho com enxaguante bucal antes de sair de casa. Mas esses produtos podem ser suficientes para gerar um resultado positivo em um teste do bafômetro. Essa é a lição prática apresentada pelo estande do Departamento Estadual de Trânsito do Amapá (Detran-AP) na 54ª Expofeira do Amapá, localizado em frente à Arena das Rainhas.

A experiência educativa permite que os visitantes testem o etilômetro após ingerir um bombom de licor (até 5% de álcool) ou usar enxaguante bucal (até 22% de álcool). O resultado é imediato: na maioria dos casos, o teste acusa a presença de álcool.

O sargento Douglas, da Operação Lei Seca, explica que, se o motorista não ingeriu bebida alcoólica, apenas o bombom ou o enxaguante, basta fazer bochecho com água e aguardar alguns minutos antes de soprar o bafômetro.

O diretor-presidente do Detran-AP, Emmanuel Dante, participou da demonstração, ingerindo um bombom e realizando o teste. “Esta demonstração prática mostra que a Lei Seca não é sobre proibir, mas educar e salvar vidas. Até produtos aparentemente inofensivos podem gerar resultados positivos, reforçando a necessidade de atenção constante”, destacou.

Os agentes alertam que o álcool do enxaguante é absorvido rapidamente pela mucosa bucal, enquanto o do bombom pelo estômago, e ambos desaparecem em poucos minutos. A mensagem final é clara: se um simples bombom pode gerar um “bafômetro positivo”, uma lata de cerveja de 350 ml — com volume semelhante e teor alcoólico equivalente — pode facilmente ultrapassar o limite legal de 0,05 mg/L, representando sério risco ao volante.

Foto: Fabiano Menezes/Detran Amapá