Barreiras fitossanitárias são reforçadas contra a vassoura-de-bruxa no Amapá
O Amapá intensificou a vigilância no campo para conter o avanço da vassoura-de-bruxa, doença provocada por fungo e classificada como praga quarentenária, já registrada em 10 dos 16 municípios do estado. As ações fazem parte da estratégia adotada diante da emergência fitossanitária decretada para proteger as áreas ainda livres da doença.
O trabalho é coordenado pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá, com apoio da Polícia Militar do Amapá, garantindo o cumprimento das normas de fiscalização e a segurança das equipes durante as abordagens.
Atualmente, fiscais atuam em duas barreiras fitossanitárias consideradas estratégicas, uma delas instalada no município de Cutias. Durante as fiscalizações, são apreendidos materiais vegetais como folhas, hastes usadas para plantio e raízes com casca, que podem transportar o fungo mesmo sem sinais visíveis de contaminação. O objetivo é impedir que esses materiais cheguem aos seis municípios que ainda não registraram a doença.
A vassoura-de-bruxa foi inicialmente identificada em áreas próximas a territórios indígenas e se disseminou principalmente por meio do transporte irregular de material vegetal infectado. O fungo pode permanecer latente em plantas aparentemente saudáveis e se manifestar apenas após o plantio, causando a morte da planta de cima para baixo e inviabilizando o cultivo nas áreas afetadas.
Enquanto as ações preventivas seguem em campo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolve estudos para identificar variedades mais resistentes ou tolerantes à doença. Até que soluções definitivas sejam encontradas, a prevenção continua sendo a principal ferramenta do Governo do Amapá para preservar a produção agrícola e evitar a expansão da praga no estado.
Foto: Jorge Júnior/GEA

