Balanço preliminar do BPTran aponta que imprudência, álcool e falta de habilitação estão por trás da alta de acidentes em Macapá

Macapá tem registrado um número crescente de acidentes de trânsito, fato que vem chamando a atenção das autoridades locais. Mas a que se deve esse aumento na capital?

O Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar divulgou um balanço preliminar dos sinistros ocorridos em Macapá entre janeiro e novembro deste ano.

De acordo com o relatório, foram registrados 1.379 acidentes com vítimas parciais em 2025, contra 1.297 no mesmo período de 2024, representando um aumento de 6,3% (82 casos a mais). Acidentes com apenas danos materiais somaram 183 tanto em 2025 quanto em 2024. Já os acidentes com vítimas fatais foram 6 neste ano, contra 14 no ano passado.

Acidente registrado em outubro deste ano na Avenida Cora de Carvalho, no Centro de Macapá.

No total, o BPTran contabilizou 1.568 acidentes em 2025, ante 1.494 em 2024. Entre os casos envolvendo condutores sob efeito de álcool, foram 97 em ambos os anos. Já os acidentes com motoristas não habilitados tiveram aumento, passando de 363 em 2024 para 399 em 2025.

Acidente registrado em setembro deste ano na Avenida FAB com a Rua São José, no Centro de Macapá.

Na sexta-feira 28, foram registrados dois acidentes em menos de 24h na Via Expressa Aníbal Barcelos, que resultaram na morte de uma grávida de 7 meses.

Segundo o capitão Paulo Francysco, o mês de novembro ainda não havia terminado, mas já era possível observar os principais fatores que contribuem para o alto número de sinistros.

“Se analisarmos as estatísticas, identificamos três fatores principais: imprudência, condutores não habilitados e embriaguez. Nossas vias são geralmente bem sinalizadas, embora, de vez em quando, se possa encontrar semáforos com falhas. Mesmo assim, a imprudência está ligada à pressa e à falta de atenção. O número elevado de condutores não habilitados também representa uma parcela significativa dos acidentes. Por fim, a embriaguez continua sendo um fator de risco. São tantos acidentes que a fiscalização fica prejudicada, pois as equipes do BPTran acabam mais focadas no atendimento aos sinistros do que em barreiras de fiscalização”, destacou o capitão.

Foto de capa: BPTran/Divulgação