Após condenação, padrasto acusado de abusar e torturar enteados é capturado em Santana
A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) de Santana, no Amapá, prendeu um homem de 47 anos condenado pelos crimes de estupro de vulnerável e tortura cometidos contra os enteados.
Segundo a delegada Katiúscia Pinheiro, os abusos sexuais tiveram início em meados de 2018, quando a vítima tinha apenas 12 anos, e se estenderam por dois anos. Os atos ocorreram diversas vezes, sob as mesmas condições de tempo, espaço e modo de execução. Quando a vítima se recusava a manter relação sexual com o padrasto, era agredida fisicamente. Em consequência dos abusos, ela engravidou aos 13 anos. O condenado foi preso na quinta-feira, 27.
A delegada explicou detalhes da investigação. “O padrasto se aproveitava da coabitação e da relação de confiança que mantinha no seio familiar. Quando a vítima ameaçava denunciar à mãe, era ameaçada e agredida fisicamente. Ele chegava a dizer que poderia ser preso, mas que, ao sair ou mesmo de dentro da cadeia, iria matá-los. A intimidação é uma estratégia comum de predadores sexuais de crianças para garantir a impunidade. Os fatos só chegaram ao conhecimento da autoridade policial em 2021, quando a vítima foi acolhida em uma Casa de Acolhida e fez o relato do sofrimento. O padrasto negou os abusos, mas foi condenado judicialmente.”
Em relação ao crime de tortura, foi comprovado que o homem também agredia fisicamente o enteado, irmão da vítima de estupro, de 10 anos. A criança se escondia com medo ao vê-lo. Além disso, em dias de visita, o menino era trancado no quarto para que as marcas das agressões não fossem vistas. Foi constatado também que ele obrigava o menino a limpar o quintal nu e a ficar de castigo ajoelhado no milho cru, justificando o ato como uma “medida corretiva”.
O homem foi detido em cumprimento a um mandado de prisão definitiva e encaminhado ao Iapen. Ele iniciará o cumprimento de uma pena total de 22 anos, 6 meses e 25 dias de reclusão por estupro de vulnerável e 2 anos e 4 meses de reclusão por tortura.
Foto: PC/Divulgação

