Operação da Rotam contra facções termina com dois mortos e armas apreendidas em Laranjal do Jari; VÍDEO

Dois suspeitos morreram na noite deste sábado, 3, durante confronto com equipes da Companhia de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), em Laranjal do Jari, no sul do Amapá. A ação ocorreu durante uma operação de combate a organizações criminosas no município.

Segundo informações da polícia, as equipes receberam uma denúncia anônima de que vários integrantes de uma organização criminosa estariam em um kitnet localizado na Rua Alvorada, no bairro Agreste. Os suspeitos estariam comercializando drogas e exibindo armas de fogo para intimidar moradores da região.

A denúncia foi repassada à equipe de inteligência da operação, que realizou levantamentos e confirmou a presença de indivíduos em atitude suspeita nas proximidades do imóvel. As informações foram compartilhadas com as equipes operacionais, que se deslocaram até o endereço.

Ao perceberem a aproximação das viaturas, os suspeitos fugiram para o interior do kitnet. Durante a tentativa de abordagem, os policiais entraram no imóvel e foram recebidos a tiros por dois homens que estavam em cômodos distintos. Houve revide por parte dos militares.

Após o cessar dos disparos, os policiais encontraram os dois suspeitos feridos e retiraram do local as armas utilizadas contra as equipes: um revólver calibre .38 e outro calibre .357. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou as mortes.

Material apreendido

Durante as buscas no imóvel, foram apreendidas duas pistolas, uma calibre .40 e outra 9 mm; um simulacro de arma de fogo semelhante a uma pistola; uma espingarda Puma calibre .38; dois celulares; munições de diversos calibres; porções de substâncias análogas a crack e maconha; uma balança de precisão e joias. Outras três pessoas foram encontradas na residência e receberam voz de prisão.

Mortos eram apontados como envolvidos em homicídios

Os mortos foram identificados como John Max Barbosa Guimarães, conhecido como “Oruam”, e Luan Mendes da Silva, chamado de “Revoltado” ou “Descontrolado”.

De acordo com a polícia, John Max estava foragido do sistema penal, após condenação relacionada à morte de um homem no município de Calçoene. Ele também era apontado como envolvido em diversos homicídios no estado, entre eles a execução de um mototaxista no ramal Sombra da Mata, na região do Jari.

Luan Mendes estava em liberdade provisória e também era investigado por participação em vários homicídios, incluindo o assassinato do mototaxista no mesmo ramal.