Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na costa do Amapá
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a realizar a perfuração de três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A informação foi comunicada nesta sexta-feira, 4, pela diretoria da estatal ao presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho.
Os poços, chamados Manga, PAD-Morpho e Crotalus, fazem parte do bloco FZA-M-59 e foram previstos como contingentes ao poço Morpho, primeiro a ser perfurado pela Petrobras na área.
A autorização permitirá à empresa ampliar a campanha exploratória e aprofundar as pesquisas sobre o potencial de petróleo e gás da região. Durante a perfuração do Morpho, foram identificados hidrocarbonetos em águas ultraprofundas, a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense.
Apesar da descoberta, ainda são necessários novos estudos para determinar a extensão da ocorrência, o volume dos reservatórios e se há viabilidade econômica para uma futura produção.
Para Wandenberg Pitaluga Filho, a autorização representa um avanço para o Estado e reforça a possibilidade de o Amapá se tornar uma nova fronteira de investimentos no setor de petróleo e gás.
“A autorização para esses três poços contingentes demonstra que o trabalho exploratório está avançando e coloca o Amapá no centro de uma das áreas com maior expectativa para o setor de petróleo no Brasil. É um passo importante para conhecermos o potencial da nossa costa e, caso os resultados confirmem a viabilidade das reservas, prepararmos o Estado para os investimentos, empregos e oportunidades que uma nova cadeia de petróleo e gás pode gerar”, afirmou.

A liberação ocorreu após meses de análise ambiental e discussões sobre a ampliação da campanha. A licença anterior concedida pelo Ibama previa apenas a perfuração do Morpho, enquanto a inclusão dos três novos poços estava sob avaliação do órgão ambiental. O Ministério Público Federal também havia solicitado esclarecimentos sobre a possibilidade de ampliar a autorização.
Com as novas perfurações, a Petrobras poderá obter mais informações sobre a formação geológica do bloco FZA-M-59 e verificar se a ocorrência identificada no Morpho se estende para outras áreas.
Caso sejam confirmadas reservas com viabilidade comercial, a exploração poderá gerar novas oportunidades econômicas para o Amapá, especialmente nos setores de serviços especializados, logística, infraestrutura portuária e operações offshore. Uma eventual produção, porém, ainda dependerá de novas etapas de avaliação, licenciamento ambiental e desenvolvimento dos campos.
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