Sema leva oficinas sobre patrimônio ambiental a cinco municípios do Amapá
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou, ao longo de quatro dias, oficinas institucionais e técnicas nos municípios de Oiapoque, Amapá, Calçoene, Tartarugalzinho e Pracuúba. A programação integra o Programa de Cooperação para Valoração do Patrimônio Ambiental Protegido e das Zonas Estuarinas e Costeiras do Estado do Amapá.
As ações foram conduzidas por técnicos da Coordenadoria de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade (CGUCBio) e da Assessoria de Programas, Articulação e Municipalização (Aspam), com a participação da Rare Brasil e do Programa de Gerenciamento Costeiro do Amapá (Gerco/Iepa).
O programa contempla os 11 municípios que integram a Zona Costeira do Amapá e busca fortalecer iniciativas de conservação da biodiversidade, gerenciamento costeiro, produção de dados, capacitação, monitoramento e planejamento de políticas ambientais e climáticas.

Para a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, a aproximação com as administrações municipais é fundamental para garantir a proteção dos ecossistemas.
“Valorizar nosso patrimônio ambiental é também fortalecer quem vive e produz nessas regiões. Estamos construindo, junto aos municípios, estratégias que conciliam conservação, conhecimento e desenvolvimento sustentável, garantindo que nossas riquezas naturais sejam protegidas para as próximas gerações”, declarou.
Municípios apresentam demandas
Durante os encontros, gestores e servidores municipais participaram de discussões sobre conservação costeiro-marinha, manguezais, áreas úmidas, pesca, mudanças climáticas, serviços ecossistêmicos e gerenciamento costeiro.
Também foram apresentadas demandas relacionadas a licenciamento, fiscalização, saneamento, turismo, defesa civil e planejamento ambiental. O diálogo “Municípios: desafios e oportunidades para a gestão da Zona Costeira” ajudou a identificar prioridades, áreas sensíveis, riscos e necessidades de capacitação.

A coordenadora de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade, Regina Carvalho, destacou a importância da participação dos municípios na construção das ações.
“Conhecer de perto as demandas dos municípios é essencial para construir ações ambientais mais efetivas. Esse diálogo fortalece a conservação e transforma conhecimento em decisões que protegem a biodiversidade e beneficiam as comunidades”, ressaltou.
Segundo o Assessor Técnico de Biodiversidade da Sema, Euryandro Costa, a presença das equipes nos territórios permite aproximar o conhecimento técnico das necessidades de cada região.
“Quando o Estado chega aos municípios para ouvir, compartilhar conhecimento e construir soluções junto com quem vive e conhece o território, fortalecemos uma gestão ambiental que é, de fato, integrada e participativa. Valorizar a Zona Costeira do Amapá é reconhecer que biodiversidade, clima, pesca, economia local e qualidade de vida estão diretamente conectados. Essas oficinas transformam conhecimento em decisão, diálogo em cooperação e cooperação em resultados concretos para os municípios e para a conservação do nosso patrimônio ambiental”, destacou.
Ciência e gestão pública
A programação também contou com a participação do Iepa e de instituições parceiras, aproximando pesquisas científicas das ações de gestão pública.
Para a pesquisadora associada do Programa de Gerenciamento Costeiro do Amapá, Dayse Ferreira, o conhecimento produzido pelas instituições contribui para que os municípios compreendam melhor suas características e desafios.
“Nossa atuação fortalece a capacidade do poder público municipal de integrar aspectos ambientais, sociais e econômicos às políticas de ordenamento territorial. O engajamento dos municípios é essencial para transformar o conhecimento técnico-científico em ações de conservação, prevenção de impactos e uso sustentável dos recursos naturais”, enfatizou.
A Rare Brasil também apresentou possibilidades de cooperação por meio do Projeto da Rede Coastal 500. A analista de Política e Governança da instituição, Mariana Trindade, avaliou a agenda como uma oportunidade para aproximar os governos locais.
“As oficinas foram importantes para abrir o diálogo e compreender as realidades locais. A Rare apresentou uma oportunidade de cooperação pelo Projeto da Rede Coastal 500, que busca aproximar governos locais, compartilhar soluções e fortalecer a gestão costeira participativa”, explicou.

Próximas etapas
A agenda continua em setembro, quando serão realizadas oficinas em Cutias, Itaubal, Mazagão e Vitória do Jari. Em novembro, as atividades chegam a Macapá e Santana.
A programação faz parte de um ciclo de ações que busca ampliar o levantamento das necessidades dos municípios e subsidiar o planejamento das próximas etapas do Programa de Cooperação para Valoração do Patrimônio Ambiental Protegido e das Zonas Estuarinas e Costeiras do Amapá.
Fotos: Sema/Divulgação

