Projeto prevê valorização da memória afro-indígena na revitalização da Praça Barão do Rio Branco

A Prefeitura de Macapá discutiu, na segunda-feira, 20, propostas para incorporar a valorização da memória afro-indígena ao projeto de revitalização da Praça Barão do Rio Branco, no Centro da capital. A iniciativa busca integrar história, cultura e patrimônio ao espaço público, reconhecendo a contribuição de povos negros e indígenas para a formação do município.

Durante a reunião, realizada na sede do Executivo Municipal, representantes do Grupo de Trabalho de Reparação Histórica destacaram a importância de incluir no projeto referências ao sítio arqueológico existente na área e à presença negra na antiga Vila de Santa Engrácia, aspectos que, segundo o grupo, não haviam sido contemplados na proposta de revitalização iniciada pela gestão anterior.

Entre as sugestões apresentadas está a musealização da praça, com a instalação de uma janela arqueológica, elementos de paisagismo, referências simbólicas, como o cachimbo, além de trechos de ladrões de marabaixo e poemas de autores negros do Amapá, criando um percurso que conte a história da ocupação do local.

A proposta ganhou ainda mais relevância após a descoberta de novos objetos arqueológicos durante as escavações realizadas na obra de revitalização, reforçando a importância histórica da área.

Representante do grupo de trabalho, o padre Paulo afirmou que o projeto representa um avanço no reconhecimento da ancestralidade afro-indígena em Macapá.

“É uma praça que vai garantir a memória, a ancestralidade e a vida de pessoas negras e indígenas que moraram no centro de Macapá. Elas serão valorizadas. Macapá e o povo negro merecem”, declarou.

O prefeito Pedro DaLua destacou que a revitalização deve permitir que moradores e visitantes conheçam a história da cidade por meio do próprio espaço público.

A implementação das propostas será conduzida pela Secretaria Municipal de Obras (Semob), em parceria com o Grupo de Trabalho de Reparação Histórica e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), respeitando o andamento das obras de revitalização da praça.

Fotos: Ana Clara/PMM