Avião Bandeirante que integrará acervo do Parque Residência ‘cruza’ ruas de Macapá e vira atração; VÍDEO
Quem passou pelas ruas de Macapá na manhã desta quinta-feira, 21, se surpreendeu com uma cena incomum: um avião cruzando avenidas da capital puxado por um pequeno guincho. A movimentação marca a chegada do avião Bandeirante ao Parque Residência, onde a aeronave passará a integrar o acervo histórico e cultural do espaço.
O transporte começou nas primeiras horas da manhã, saindo do hangar do aeroporto e seguindo pelas ruas Hildemar Maia, Coriolano Jucá, Independência e Avenida FAB, uma das vias mais históricas da capital. Durante o percurso, o avião chamou a atenção de curiosos, transformando o trajeto em um verdadeiro resgate da memória da aviação amapaense.

A escolha da Avenida FAB para o deslocamento também carregou simbolismo. A via surgiu a partir do primeiro campo de pouso de Macapá e, antes da construção do atual aeroporto, funcionava como pista de decolagem e aterrissagem da cidade, tornando-se um importante marco do desenvolvimento urbano entre as décadas de 1970 e 1980.
Com a instalação no Parque Residência, o Bandeirante passará a representar mais um símbolo da história do estado, reforçando a proposta do espaço de unir lazer, cultura e preservação da memória regional.
Curiosidades sobre a aeronave
Fabricada em 1975 pela Embraer, a aeronave chegou ao Amapá em 1979 e foi incorporada ao serviço aéreo do então Território Federal. O avião operou durante quase duas décadas em missões administrativas e de apoio à saúde no interior do estado, realizando o último voo em 1997.
O modelo, identificado pelo prefixo FDL (Fox Delta Lima), possui 14 metros de envergadura e 22 metros de fuselagem. Na versão executiva, transportava dois pilotos e até sete passageiros.
A chegada do Bandeirante ao Parque Residência integra as ações do Governo do Amapá voltadas à preservação do patrimônio histórico e valorização de elementos que ajudaram a construir a identidade do estado. Além de ampliar os atrativos culturais e turísticos, a iniciativa aproxima a população de um importante capítulo da história da aviação na Amazônia.
Fotos: Maksuel Martins
Vídeo: GEA

