Tribunal do Júri condena trio acusado de executar homem na zona norte de Macapá

O Tribunal do Júri de Macapá condenou, na segunda-feira, 18, Ivanilson Correa Neves, Jhonata de Souza Oliveira e Marcos da Costa Lima pelo assassinato de Marlúcio Cordeiro Picanço. As penas fixadas foram de 21 anos de prisão para Jhonata, 15 anos, 7 meses e 15 dias para Marcos, e 14 anos de reclusão para Ivanilson, todos em regime inicialmente fechado.

A condenação foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Amapá, representado no julgamento pelo promotor de Justiça Magno Carbonaro.

O crime

Segundo a denúncia do MP-AP, o crime ocorreu na noite de 24 de novembro de 2022, na comunidade Esconderijo do Altíssimo, na zona norte da capital. Marlúcio retornava de um comércio próximo de casa quando foi surpreendido pelos acusados, que efetuaram disparos de arma de fogo em sua direção.

As investigações apontaram que a vítima denunciava atividades criminosas na região e acionava frequentemente a polícia, circunstância que teria motivado o homicídio. Conforme sustentado pelo Ministério Público durante o julgamento, os acusados aguardaram Marlúcio escondidos em uma área de mata e o atacaram sem qualquer possibilidade de defesa.

Durante os debates em plenário, o promotor Magno Carbonaro defendeu a condenação dos réus por homicídio qualificado, destacando que o crime teria sido praticado como forma de represália contra um morador que se posicionava contra a criminalidade na comunidade.

“O Tribunal do Júri reconheceu a gravidade de um crime praticado para silenciar uma vítima que buscava preservar a segurança da própria comunidade. A condenação reafirma que a intimidação armada e a imposição do medo não podem prevalecer sobre o direito coletivo à convivência pacífica”, afirmou o promotor.

O Conselho de Sentença reconheceu a autoria, materialidade e a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima, já que Marlúcio foi atacado de maneira repentina enquanto caminhava em via pública.

Na sentença, o Judiciário também destacou os impactos sociais e familiares do crime, ressaltando que a vítima deixou dois filhos menores órfãos. Os três condenados permanecem presos e tiveram a execução imediata das penas determinada pela Justiça.

Foto: Reprodução/MP