MP-AP pede suspensão imediata de correção de provas e manutenção de malotes lacrados em concurso de Mazagão sob investigação
O Ministério Público do Amapá recomendou a suspensão imediata da correção das provas do concurso público da Prefeitura de Mazagão. A medida, expedida na quinta-feira, 30, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), determina que os malotes com gabaritos e folhas de respostas permaneçam lacrados.
A recomendação foi encaminhada ao Instituto INAZ do Pará, responsável pelo certame, e inclui a paralisação de qualquer etapa de processamento, como leitura ótica e divulgação de resultados. Segundo o Ministério Público, a continuidade desses procedimentos pode comprometer as investigações e dificultar a identificação de eventuais fraudes.
O órgão também orientou que todo o material seja mantido sob custódia rigorosa, em ambiente seguro, para garantir a preservação das provas e a rastreabilidade de possíveis irregularidades.
A decisão ocorre após o recebimento de denúncias sobre quebra de sigilo, favorecimento indevido e falhas na segurança dos malotes. Como parte das diligências, o MP-AP requisitou à banca organizadora, no prazo de 72 horas, um relatório detalhado com a identificação de todos os colaboradores que tiveram acesso ao material desde a aplicação das provas.
O descumprimento da recomendação pode levar à adoção de medidas judiciais, incluindo ação civil pública e pedido de suspensão total do concurso.
Operação ‘Gabarito‘
A medida é um desdobramento da Operação Gabarito, deflagrada no domingo, 26, durante a aplicação das provas. Na ocasião, o Gaeco cumpriu nove mandados de busca e apreensão, após apurar que diversos indivíduos, incluindo gestores da Prefeitura de Mazagão, estariam organizados para fraudar o certame.
As investigações apontam a existência de um suposto esquema de venda antecipada de gabaritos, com valores que poderiam chegar a R$ 30 mil, dependendo do cargo.
Foto: MP/Divulgação

