Petróleo aquece economia do Amapá com 400 trabalhadores em regime de embarque e nova rota aérea para Oiapoque
A cadeia do petróleo começa a produzir reflexos concretos na economia do Amapá, impulsionada por uma nova rota aérea entre Macapá e Oiapoque e pela atuação de cerca de 400 trabalhadores em regime de embarque na costa do estado.
O avanço foi destacado pelo presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, ao apontar os primeiros impactos da atividade de prospecção na chamada Margem Equatorial.
A nova logística aérea é resultado de articulação entre o Governo do Estado, o senador Davi Alcolumbre, a Petrobras e a Azul Linhas Aéreas. O objetivo é garantir o deslocamento dos profissionais envolvidos nas pesquisas de exploração.
Antes, a operação era concentrada em Belém, o que limitava os ganhos diretos para o Amapá. Com a mudança, o aumento no fluxo de voos semanais já começa a aquecer setores como hotelaria, alimentação e serviços.
“O Governo realizou uma articulação com a Petrobras visando movimentar a rede hoteleira e os restaurantes, além de demonstrar nossa capacidade operacional. Os impactos relacionados a esta indústria já estão sendo sentidos no Amapá”, destacou o gestor.
Além dos impactos imediatos, a expectativa é de que a exploração na região da Foz do Amazonas represente uma transformação econômica mais ampla. A área é considerada estratégica e com potencial para se tornar um novo polo energético no país.
“Fala-se em um volume capaz de gerar uma transformação econômica profunda, comparável a grandes polos de desenvolvimento, em termos de pujança”, declarou.
Foto: Maurício Gasparini/GEA

