Reajuste zero da energia no Amapá é celebrado por Clécio como vitória após articulação em Brasília
O Reajuste Tarifário Anual das tarifas da concessionária CEA Equatorial Energia, homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica nesta terça-feira, 7, foi considerado uma vitória pelo governador do Amapá, Clécio Luís.
Durante a análise da proposta, ainda em 2025, o chefe do Executivo estadual esteve em Brasília para dialogar com diretores da agência e buscar alternativas que evitassem o aumento na conta de energia no estado.
“Mais uma grande vitória para o povo do Amapá. Nós contestamos a proposta com dados e mostramos que não havia justificativa para esse reajuste. Buscamos apoio do senador Davi, do senador Randolfe, fomos ao presidente Lula e dialogamos com a Aneel. O resultado foi o reajuste zero. O Amapá venceu”, afirmou o governador.
Na 7ª Reunião Pública Ordinária da diretoria da Aneel em 2026, foi homologado o índice médio de 3,54%, sendo 19,03% para consumidores de alta tensão e 0,01% para baixa tensão, que inclui a maioria das residências — considerado, na prática, sem aumento.
Inicialmente, a proposta previa um impacto médio de 24,13%. Ao longo das discussões técnicas, o índice foi sendo reduzido, com medidas como diferimento tarifário e uso de recursos do Uso de Bem Público (UBP), além da antecipação de valores ligados ao risco hidrológico (GSF).
A CEA também solicitou a antecipação de cerca de R$ 201 milhões em recursos de UBP, estratégia que contribuiu para alcançar o efeito final próximo de zero para os consumidores residenciais.
A relatora do processo, diretora Agnes Costa, havia proposto a redução do índice para 14,5%, enquanto o diretor Gentil Nogueira pediu vista para reavaliar a proposta após diálogo com o governo estadual.
A articulação para evitar o aumento também contou com a participação do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, e do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues.
Segundo o governo, a decisão garante mais equilíbrio tarifário e evita impactos no orçamento das famílias, reforçando a necessidade de diálogo e análise técnica em temas que afetam diretamente a população.
Foto: Maksuel Martins/GEA

