Operação ‘Contágio’ mira facção que movimentou R$ 52 milhões e atuava de dentro do Iapen
Na manhã desta quarta-feira, 8, o Ministério Público do Amapá deflagrou a operação “Contágio”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no estado.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Investigações (Nimp), com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (ficco), da Polícia Militar, Polícia Civil e do Grupo Tático Prisional do Iapen.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva em Macapá, incluindo endereços nos bairros Buritizal, Infraero I, Marabaixo IV e Nova Esperança, além de ações no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) e na unidade da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC).
As investigações apontam que o grupo era comandado por detentos do sistema prisional, com apoio de familiares e companheiras fora das unidades. Um dos principais líderes seria um ex-servidor terceirizado do Iapen, já preso por outros crimes.
Outro líder identificado é um reeducando condenado a 45 anos de prisão por um triplo homicídio ocorrido em 2010, crime que gerou grande repercussão no estado.
Segundo o MP, a organização estruturou um esquema de corrupção e comercialização de ilícitos dentro do sistema prisional, com atuação interestadual. Entre 2021 e 2025, o grupo teria movimentado cerca de R$ 52 milhões em contas bancárias.
Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem ultrapassar 15 anos de reclusão, além de multa.
Foto: MP/Divulgação

