Pesquisadores resgatam três esqueletos de baleias na costa do Amapá para estudos científicos

Técnicos do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá resgataram três esqueletos de cachalotes na costa do estado, nas regiões do arquipélago do Bailique e da praia do Goiabal. Os materiais estão sendo analisados por pesquisadores para ampliar o conhecimento científico sobre a presença desses gigantes marinhos no litoral amapaense.

Os achados foram possíveis graças a investimentos em pesquisa realizados pelo Governo do Amapá e ao trabalho conjunto entre especialistas do instituto e moradores de comunidades ribeirinhas. Um dos registros ocorreu na localidade de Abacate, no arquipélago do Bailique, após pescadores informarem sobre a presença de ossadas na região.

Segundo a bióloga Cláudia Regina da Silva, gerente de projetos de mamíferos do instituto, as equipes organizaram uma operação para recolher o máximo de peças possíveis dos esqueletos e transportá-las para a sede do órgão, em Macapá, onde passam por análise detalhada.

“Recebemos a informação sobre o aparecimento dessas ossadas e, como em outras ocasiões, tomamos todas as providências para ir ao local, coletar as peças e trazê-las para a sede do instituto. A partir daí iniciamos uma pesquisa minuciosa para estudar a presença da espécie em nossa região”, explicou.

De acordo com os pesquisadores, todos os esqueletos pertencem à espécie Cachalote, uma baleia dentada que pode alcançar até 20 metros de comprimento quando adulta. Esses animais vivem em águas profundas e podem aparecer em áreas rasas por diferentes fatores, como doenças, debilitação ou influência de correntes oceânicas.

Um dos esqueletos foi encontrado na praia do Goiabal, no município de Calçoene, em fevereiro de 2024. Trata-se de um filhote de cachalote, com cerca de quatro metros de comprimento. A ossada foi recolhida, passou por processo de limpeza e deverá ser montada para exposição pública no instituto.

Outro achado ocorreu em 2021, na costa do município de Amapá, na localidade de Bio Piratuba, onde moradores identificaram a ossada encalhada em um banco de areia e comunicaram as autoridades.

Segundo a pesquisadora, análises preliminares indicam que dois dos esqueletos adultos podem ter entre 13 e 14 metros de comprimento. A espécie está presente em todos os oceanos do planeta, incluindo os oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, além do mar Mediterrâneo.

Fotos: Adriano Monteiro