Operação prende envolvidos em grupo criminoso ligado à morte de policial penal no Amapá
Nesta segunda-feira, 2, a Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio da CORE e do GTA, deflagrou a Operação “Nêmesis” com o objetivo de desarticular a célula de um dos maiores grupos criminosos do Amapá. A organização é apontada como responsável pelo homicídio de um policial penal, ocorrido em 17 de julho de 2025.
Durante a operação, dois homens foram presos em suas residências, e um terceiro já se encontrava sob custódia no Iapen. Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão.
De acordo com o delegado Estéfano Santos, titular da Draco, seis indivíduos participaram diretamente da ação criminosa, com divisão clara de funções entre planejamento, monitoramento e execução. Os demais envolvidos já haviam sido presos em flagrante à época do crime.
“Entre os presos hoje, as funções foram estratégicas. Um homem de 25 anos atuou como suporte operacional externo, garantindo recursos para a fuga e a compra de vestimentas utilizadas pelos executores. Outro, de 24 anos, foi responsável pelo monitoramento minucioso da vítima, filmando sua rotina em uma retífica para confirmar sua identidade aos matadores”, explicou o delegado.
Ainda segundo a investigação, o crime teve como motivação um desentendimento comercial entre a vítima e um pedreiro de 48 anos, relacionado à não execução de serviços de construção civil previamente pagos. A filha do pedreiro, uma mulher de 30 anos, teve papel decisivo ao intermediar o conflito pessoal do pai com a cúpula da facção criminosa, da qual seu companheiro é uma das lideranças. Ela repassava informações do ambiente externo para o interior do sistema prisional, facilitando o fluxo de ordens para a execução do homicídio.
Durante as diligências, o cumprimento dos oito mandados de busca em endereços ligados ao grupo, nos municípios de Santana e Macapá, resultou na apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para identificação de possíveis novas ramificações da organização criminosa.
Foto e vídeo: PC/Divulgação

