Cerco ao crime organizado se intensifica com nova fase da Operação ‘Protetor’ no Amapá
Mais um ciclo da Operação Protetor leva reforço policial, tecnologia e inteligência às ruas do Amapá, ampliando a proteção à população e intensificando o enfrentamento direto ao crime organizado. A ofensiva mobiliza mais de 100 policiais militares em pontos estratégicos de Macapá, Santana e Laranjal do Jari, com atuação integrada das forças de segurança.
Coordenada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a operação reúne efetivos das polícias Militar e Civil, com apoio do Grupo Tático Aéreo (GTA) e da Coordenadoria de Inteligência e Operações (Ciop). O foco é antecipar ações criminosas, desarticular grupos organizados e reduzir a reincidência em áreas sensíveis, especialmente regiões de fronteira.

Segundo o secretário adjunto da Sejusp, Felipe Vieira, a inteligência é o principal pilar da operação.
“As forças policiais do Amapá estão integradas para garantir a defesa e a sensação de segurança da nossa população. Estão empenhados policiais militares e civis, além de aparato tecnológico de inteligência, para assegurar que o estado mantenha os indicadores positivos de tranquilidade que já alcançamos”, destacou.
A Operação Protetor emprega 25 viaturas, 10 motocicletas para acesso a áreas de difícil trafegabilidade, drones de alta performance e a Carreta da Segurança, que permite integração das equipes e análise de dados em tempo real.
Enquanto o policiamento convencional segue atuando nos 16 municípios do estado, a Operação Protetor concentra esforços em crimes recorrentes e no combate às facções, reforçando a política de tolerância zero adotada pelo Governo do Amapá.
Desde que foi implantada, há dois anos, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a operação já contabiliza mais de 86 mil abordagens, cerca de 600 prisões e grandes apreensões de drogas e armas. Somente em 2025, os prejuízos financeiros causados ao crime organizado ultrapassam R$ 1,5 milhão.

Resultados das ações integradas:
- 2,12 mil bloqueios estratégicos de trânsito
- 38,2 mil veículos fiscalizados
- 86,8 mil pessoas abordadas
- 648 prisões efetuadas
- 127,61 quilos de drogas apreendidas
- 116 armas de fogo retiradas de circulação
Foto de capa: Iago Fonseca/Sejusp

