Após 18h de julgamento, mulher é condenada a 24 anos e 6 meses por homicídio de policial penal em Macapá

Após cerca de 18 horas de julgamento, iniciado às 9h20 da manhã de terça-feira, 10, e encerrado às 3h20 da madrugada desta quarta-feira, 11, a Vara do Tribunal do Júri de Macapá condenou Maria Darcy Farias, de 46 anos, pelo homicídio qualificado do ex-marido, o policial penal José Éder Ferreira Gonçalves, que tinha 44 anos à época do crime, em 2021.

A pena foi fixada em 24 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado. O julgamento foi presidido pela juíza Lívia Simone Freitas, no Fórum Desembargador Leal de Mira.

Na sentença, a magistrada destacou que o crime foi premeditado, cometido com uso de arma branca, dentro da residência do casal e na presença do filho. Também ressaltou que a vítima foi impedida de receber socorro e enfatizou as graves consequências do homicídio para os filhos.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia, no dia 12 de novembro de 2021, por volta das 9h, no interior da residência da vítima, em Macapá, a acusada desferiu um golpe de faca na região lateral direita do pescoço de José Éder Ferreira Gonçalves, ferimento que causou a morte.

Conforme os autos, horas antes, por volta das 7h50, vítima e ré iniciaram uma discussão. A acusação aponta que Maria Darcy teria trancado as saídas da casa de forma premeditada, dificultando qualquer possibilidade de defesa. Durante o conflito, José Éder enviou áudios a familiares relatando a situação.

O episódio foi presenciado pelo filho do casal, então com 14 anos, que tentou socorrer o pai, mas foi impedido pela mãe e precisou pular a janela para pedir ajuda aos vizinhos.

Testemunhas encontraram a residência trancada, sendo necessária a abertura forçada da porta para acessar o imóvel. Ainda segundo o processo, mesmo após a tentativa de socorro, a acusada teria mantido postura ameaçadora, retirado os lençóis que estancavam o sangramento e afirmado que a vítima deveria morrer, deixando-a agonizar até o óbito.

Foto: Tjap/Divulgação