Drones com visão noturna reforçam vigilância contra arremessos de drogas e celulares no Iapen

O Governo do Amapá ampliou o monitoramento do espaço aéreo sobre o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) com o uso de drones de alta tecnologia. A estratégia reforça a vigilância em todo o perímetro prisional e tem como foco impedir o arremesso de materiais ilícitos, como drogas e celulares — um dos principais métodos utilizados por grupos criminosos para tentar burlar a segurança do complexo.

De acordo com o diretor-adjunto do Iapen, Cézar Delmondes, o investimento em tecnologia, aliado à modernização dos procedimentos operacionais e melhorias estruturais nas unidades, já apresenta resultados concretos. Em 2025, a entrada de celulares no Cadeião foi reduzida em cerca de 70%, índice comprovado pelo volume de apreensões nas áreas ocupadas pelos internos.

“É um duro golpe contra o crime organizado. Isso reflete diretamente em outros indicadores da violência, como roubos e Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). O isolamento real de criminosos condenados desarticula ações ilícitas nas ruas. Na ponta, significa mais segurança para as famílias e para a sociedade”, destacou Delmondes.

O controle do perímetro externo é considerado uma das principais frentes de atuação dos policiais penais contra as tentativas de arremesso. Para reforçar esse trabalho, além da melhoria na iluminação das unidades, o Estado adquiriu drones equipados com câmeras de visão noturna e sensores térmicos.

Segundo o policial penal Felipe Miranda, da Divisão de Operações com Drones (Deod), a tecnologia permite identificar focos de calor mesmo em áreas de mata densa ao redor do instituto, garantindo monitoramento eficaz durante a noite.

“O revezamento entre as aeronaves garante autonomia de voo contínua. Operamos em modo furtivo, o que torna a aproximação imperceptível. Com isso, já conseguimos interceptar não apenas os materiais arremessados, mas também os responsáveis pelas tentativas e até drones usados para a prática de crimes”, explicou Miranda.

Foto: Iapen/Divulgação