Amapá emite alerta para aumento de vírus respiratórios e reforça importância da vacinação
O Governo do Amapá emitiu, nesta quarta-feira, 21, um alerta epidemiológico diante do aumento da circulação de vírus respiratórios no início de 2026. O principal destaque é a Influenza A, associada ao crescimento de casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na Região Norte do país.
De acordo com dados da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), a análise das últimas semanas epidemiológicas aponta a circulação simultânea de rinovírus, Influenza A, SARS-CoV-2 (Covid-19) e vírus sincicial respiratório. Entre esses agentes, a Influenza A figura como um dos principais responsáveis por hospitalizações e óbitos decorrentes de doenças respiratórias.
A superintendente da SVS, Cláudia Pimentel, destacou a importância das ações preventivas adotadas pelo Governo do Estado.
“Estamos diante de um cenário que exige vigilância constante. A circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios aumenta o risco de agravamento dos casos, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Por isso, reforçamos a importância da vacinação, da procura precoce por atendimento e do cumprimento das medidas de prevenção”, afirmou.

No Amapá, a situação demanda atenção redobrada. Até as duas primeiras semanas de janeiro de 2026, foram confirmados 34 casos de Influenza A, com concentração expressiva em uma localidade específica, caracterizando transmissão localizada e sustentada. O cenário amplia os riscos para populações mais vulneráveis, especialmente em áreas de difícil acesso.
A vacinação é apontada como a principal estratégia de prevenção. A campanha contra a Influenza já está em andamento na Região Norte, e a orientação é que os grupos prioritários — crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades, povos indígenas e profissionais de saúde — procurem as unidades de saúde para manter o calendário vacinal atualizado.
Além da imunização, o alerta recomenda a notificação oportuna dos casos, o monitoramento contínuo da gravidade, a adoção de medidas não farmacológicas, como a higienização frequente das mãos e a etiqueta respiratória, além da articulação entre vigilância, assistência e gestão.
Fotos: Mônica Silva/SVS

