Delegado alvo de operação da PF nega ligação com esquema criminoso e diz que afastamento é medida administrativa padrão

O delegado da Polícia Civil do Amapá, Charles Corrêa, foi um dos dois servidores afastados de suas funções na manhã desta quarta-feira, 4, durante a Operação Cartucho de Midas, deflagrada pela Polícia Federal. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Oiapoque, Macapá e Rio de Janeiro (RJ) e investiga um esquema criminoso envolvendo contrabando de ouro, corrupção e lavagem de capitais.

De acordo com as investigações, movimentações bancárias atípicas e incompatíveis com a renda formal dos suspeitos apontaram a possível participação de empresários e agentes públicos na região de fronteira para ocultar valores ilícitos.

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Em nota, o delegado Charles Correa afirmou que não tem ligação com suposta organização criminosa e destacou sua experiência de mais de 15 anos no combate ao crime organizado. Ele ainda explicou que o afastamento cautelar é uma medida administrativa padrão e não configura juízo de culpa.

Veja nota na íntegra

Diante das notícias veiculadas sobre a operação deflagrada no Amapá, que menciona o Delegado Charles Corrêa, a defesa afirma de maneira categórica que ele não integrou, não participou e jamais compactuou com qualquer atividade ilícita.

Com mais de 15 anos dedicados ao enfrentamento direto do crime organizado na fronteira, o Delegado Charles construiu reputação baseada em ética, coragem e estrito respeito à lei — exatamente o oposto do que se tenta, de forma precipitada, insinuar. Até o momento, nenhum elemento concreto foi apresentado que vincule seu nome ao suposto esquema investigado.

O afastamento cautelar imposto é medida administrativa padrão e não representa qualquer juízo de culpa, razão pela qual não pode ser utilizado para alimentar especulações infundadas. A defesa repudia veementemente qualquer tentativa de macular a honra de um servidor público que sempre esteve na linha de frente, muitas vezes arriscando a própria vida, para proteger a sociedade amapaense.

A verdade prevalecerá, e a inocência do Delegado Charles Corrêa será reafirmada no curso da instrução.

Foto: PF/Divulgação